GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Lula participa de ato em defesa da Petrobrás nesta terça

Ex-presidente comparecerá à manifestação pela estatal petrolífera organizada pela Central Única dos Trabalhadores na capital fluminense

José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 15h56

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira, 24, às 18h, no Rio, de um ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em defesa da Petrobrás. O ato, a ser realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, é chamado "Defender a Petrobrás é defender o Brasil".

No manifesto do ato, divulgado na página da Federação Única dos Petroleiros, os organizadores se dizem a favor das investigações e da punição de culpados, mas denunciam uma "campanha visando à desmoralização da Petrobrás".

O texto coloca em dúvida ainda o processo de investigação, capitaneado neste momento pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça do Paraná. Segundo os organizadores, foram empregados métodos para a obtenção de provas que podem "levar à nulidade processual". "O devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem - isto, sim - levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade".

As críticas às investigações da Lava Jato no manifesto não são inéditas. O PT critica, desde o início das investigações, de "vazamentos seletivos" de depoimentos e inclusive pediu que o Ministério da Justiça apure supostas irregularidades.

O texto ressalta ainda o crescimento da empresa durante os governos do PT e diz que a Petrobrás sofre "ataques especulativos". "Tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás", afirma o manifesto.

O manifesto encerra defendendo que a investigação não inviabilize a estatal petrolífera. "A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira". 

O discurso é parecido com a fala da presidente Dilma Rousseff que, recentemente, defendeu que sejam punidos os corruptos sem que se prejudique a empresa. "Eu não vou tratar a Petrobrás como a Petrobrás tendo praticado malfeitos. Quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobrás, que vão ter de pagar por isso", afirmou Dilma.

Na semana passada, o Estado noticiou que emissários de empreiteiras procuraram o ex-presidente Lula preocupados com o colapso financeiro das empresas, que vivem dificuldades por conta da Lava Jato. 

Outras figuras ligadas ao PT estarão no ato de terça-feira. A filósofa Marilena Chaui, o escritor Fernando Morais, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo - que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff - estarão ao lado de Lula no Rio. 

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