Lula: País pode ser a 5ª economia do mundo em 2016

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Brasil deve se tornar a quinta maior economia do mundo em 2016 se depender da presidente eleita, Dilma Rousseff, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continuará no cargo. "Somos a nação do pré-sal, a nação da Copa do Mundo, da Olimpíada, e se depender da dona Dilma e do ''don Guido'', vamos ser a quinta economia do mundo em 2016 e vamos conquistar essa medalha de ouro", disse Lula, durante balanço de seus oito anos de governo.

EDUARDO RODRIGUES, FABIO GRANER, ADRIANA FERNANDES E KARLA MENDES, Agência Estado

15 Dezembro 2010 | 14h27

O presidente destacou os mais de 80% de aprovação de sua gestão ao fim do segundo mandato e lembrou que se somadas às avaliações de "regular", sua aprovação chega a 96% da população. "É quase a unanimidade", afirmou Lula. "Peço aos outros 4% que nos classificaram como ruins ou péssimos, que nos olhem com bondade e que olhem para a ''Dilminha'' com bondade", acrescentou.

O presidente afirmou que, ao contrário do que impressa publicou, não foi ele quem escolheu a continuidade dos ministros Mantega e Paulo Bernardo (que deixa o Planejamento e assume as Comunicações) no próximo governo. "A Dilma os conhece muito mais do que eu. Cada vez que eles entravam na minha sala, já tinham feito duas ou três reuniões com ela. Ela que escolheu, com o livre arbítrio dela", disse Lula.

José Alencar

O presidente fez uma homenagem especial ao vice-presidente José Alencar, que se encontra internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele lembrou do jantar no qual conheceu Alencar e que, na hora, pensou que ele seria seu vice.

Ele afirmou duvidar que algum governante mundial tenha tido um vice-presidente tão bom quanto Alencar. "Pode ter igual, mas melhor eu duvido, um companheiro fiel como eu nunca vi na vida", disse. "O grande empresário e um médio sindicalista se juntaram e fizeram pelo Brasil o que muitos outros não fizeram", concluiu.

WikiLeaks

Ao final do seu discurso, Lula afirmou que "o dinheiro está ficando curto para os ministérios que fazem desenvolvimento e está ficando gordo para o Guido e para o Paulo (Bernardo)". Disse ainda que, com a divulgação de todos os atos do governo, inclusive do Itamaraty, o site WikiLeaks não vai precisar de ações clandestinas para obter informações do governo brasileiro. "Não vai ter vazamento do WikiLeaks porque nós vamos vazar antes", brincou.

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