Lula ouve Minc, mas cobra licenças ambientais

Dizendo-se enfraquecido por ?uma sucessão de pancadarias" do próprio partido, o PT, do governo, de ambientalistas e de ruralistas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, procurou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se queixar das agruras que vem enfrentando nos últimos meses. Lula o consolou, mas aproveitou para fazer mais cobranças: ?E a licença para a Usina de Jirau??, perguntou Lula, que durante viagem ao Oriente Médio soube que as obras da usina, no Rio Madeira, em Rondônia, estavam paradas por falta da licença de instalação. Jirau é uma das principais vitrines do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 08h03

?Presidente, já está tudo resolvido. O prefeito (de Porto Velho, o petista Roberto Sobrinho) já assinou; o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) também. Agora, só falta o governador (Ivo Cassol, sem partido)?, respondeu Minc, segundo apurou o Estado. Cassol enfrenta problemas com o Judiciário e foi, por medida cautelar, afastado por 90 dias do governo do Estado.

Ontem, logo depois das cobranças, Minc disse a Lula: ?Presidente, do jeito que as coisas vão, eu estou muito enfraquecido. E, sem sustentação política no ministério, eu fico numa situação difícil, e com isso até as licenças saem menos?. Por causa desse tipo de conversa entre Lula e Minc, já havia se instalado ontem nos bastidores do governo a percepção de que o ministro, que será candidato a deputado estadual no ano que vem, está preparando a saída.

O encontro entre os dois durou 45 minutos e ocorreu logo depois de um café da manhã à base de produtos orgânicos, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde Lula despacha atualmente. Minc, no entanto, negou que tenha feito qualquer gesto no sentido de pedir demissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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