Lula nega PAC eleitoreiro, mas põe Dilma no palanque

Durante inauguração no Rio, presidente diz que foi 'aconselhado por Deus' a não lançar programa em 2006

Kelly Lima, da AE, e Reuters

07 de março de 2008 | 12h43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 7,  que foi "aconselhado por Deus" a deixar o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o segundo mandato e chamou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "mãe" do PAC. O discurso de Lula aconteceu durante inauguração das obras de saneamento e habitação no Complexo do Alemão, no Rio, nesta manhã.   Veja também:Lula chega a morros no Rio para anunciar PAC de R$ 1 bi Veja quais são as obras do PAC nos morros do Rio   Veja o balanço do PAC   Agentes estão infiltrados nos morros há dois meses  Associações negam ter feito acordo com tráfico  Vinda de d. João será lembrada na visita de Lula  "Foi importante que não anunciássemos o PAC antes das eleições de 2006, porque senão vocês iam ler em manchetes de jornal que estaríamos lançando um programa apenas com interesse eleitoral", afirmou o presidente para um público estimado em 7 mil moradores, segundo a Polícia Militar. "E deus é tão justo e tão grande que abriu minha consciência para começar esta obra do PAC exatamente no momento em que eu não disputo mais eleições no Brasil porque o mandato (presidencial) termina em 2010", completou.  Durante o discurso do presidente, a ministra Dilma estava também no palanque, porém mais afastada do presidente e foi puxada por Lula para ficar ao seu lado."A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Márcio Fortes (ministro das Cidades), se as obras estão andando. E agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma", disse o presidente, em discurso.  Para uma platéia formada por pessoas carentes, o presidente disse que seu governo é voltado para as camadas mais pobres da população e que sonha em melhorar a imagem da violência na cidade. "Não tem retrocesso. Nós respeitamos os Estados Unidos, a União Européia, os ricos, todo mundo. Mas a nossa prioridade é cuidar dos pobres. É preciso ficar claro", disse.  "Não tem retrocesso. Nós respeitamos os Estados Unidos, a União Européia, os ricos, todo mundo. Mas a nossa prioridade é cuidar dos pobres. É preciso ficar claro", disse. Ao deixar o Complexo de favelas do Manguinhos, na zona norte,  o presidente afirmou que é preciso oferecer oportunidades ao jovens para vencer o crime. Ele disse ainda que as obras "não levaram guerra para quem já tem guerra."Investimentos Além do Complexo do Alemão, o presidente lança nesta sexta-feira obras de reurbanização previstas no Programa de Aceleração do Crescimento também em Manguinhos e na Rocinha. No total, segundo o Planalto, serão investidos cerca de 1,14 bilhão de reais, sendo 838,4 milhões de reais pelo governo federal, atingindo cerca de 68 mil famílias das três comunidades.  As obras incluem moradia, escolas, creches, unidades de saúde, água, esgoto, drenagem, pavimentação de ruas, iluminação, áreas de lazer e equipamentos sociais, segundo texto distribuído pelo governo federal.  "Quero que a imprensa do Brasil e do Rio um dia publique uma manchete: 'Ainda há esperança do Rio voltar a ser de fato e de direito a cidade maravilhosa com muita paz"', disse o presidente, acompanhado do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e de seis ministros, entre eles Dilma Rousseff (Casa Civil).  (Com Alexandre Rodrigues, de O Estado de S.Paulo) Texto atualizado às 14 horas 

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