Lula nega PAC eleitoreiro e diz que manterá viagens

'Para mim, é o seguinte: eu não tenho eleição para presidente', diz Lula em viagem ao Rio Grande do Sul

Clarissa Oliveira, enviada especial de O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2008 | 16h20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta tarde que suas sucessivas viagens pelo País para anunciar obras do Programa de Aceleração do Crescimento ((PAC) tenham objetivo eleitoreiro. Em visita ao Rio Grande do Sul, onde cumpre desde o início da manhã uma extensa agenda, Lula disse que não tem uma eleição pela frente e avisou que continuará viajando nos próximos meses.   Veja também:   ESPECIAL: o balanço do PAC   "Para mim, é o seguinte: eu não tenho eleição para presidente. Portanto, o que eu tenho são muitos investimentos do governo federal e nós estamos viajando agora e vamos continuar viajando depois", disse Lula, que visitou pela manhã o município de Rio Grande, de onde partiu por volta das 15 horas com destino a Porto Alegre, exatamente para divulgar obras do PAC.   Acompanhado de uma ampla comitiva de ministros e da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), Lula afirmou que as restrições para subir no palanque se aplicarão aos candidatos, na medida em que se aproximar a disputa de outubro. "Obviamente, no auge da campanha eleitoral, nem prefeito que é candidato à reeleição, nem candidato da oposição podem subir no palanque porque serão cassados. Mas eu posso viajar com a governadora, com governadores, posso viajar com secretários, ou seja, posso continuar", emendou.   As declarações foram dadas pelo presidente em discurso na Fundação Universidade Federal de Rio Grande (Furg), onde inaugurou um centro oceanográfico da instituição e recebeu um plano de trabalho o Programa Territórios da Cidadania, lançado recentemente pelo governo federal. Antes disso, o presidente participou de dois outros eventos: uma visita à plataforma P-53 da Petrobras e outra ao dique-seco que está sendo construído para permitir o reparo e construção de novas plataformas. A maratona de eventos acabou atrasando a agenda do presidente, que deixou Rio Grande com quase duas horas de atraso em relação à previsão original do Palácio do Planalto.

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