Lula nega PAC eleitoral, mas Dilma chama evento de 'comício'

Presidente manda recado para oposição sobre 3º mandato, mas ministra comete ato falho durante solenidade

Raquel Massote, da AE, Raquel Massote, da AE

17 de abril de 2008 | 13h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso durante solenidade de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na Vila São José, em Belo Horizonte, para mandar um recado à oposição, reiterando que não é candidato ao terceiro mandato. No entanto, ao agradecer as manifestações de apoio e cumprimentar as autoridades presentes no palanque, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cometeu um ato falho ao chamar a solenidade de "comício". "Quero dirigir especial cumprimento às mulheres que estão animando esse comício", afirmou. Lula disse que a oposição não quer que ele viaje, alegando que está fazendo campanha. "Eu não sou candidato. O que eles (membros da oposição) querem é que eu fique dentro do meu gabinete, vendo eles fazerem discurso contra mim. Entre ouvir eles falarem de mim e abraçar o povo desse País, eu vou pra a rua", declarou o presidente.   Veja também:  ESPECIAL:Terceiro mandatoESPECIAL: o balanço do PAC'PAC só funciona porque Dilma toma conta dele', diz Lula  Lula destacou que o PAC dispõe de um montante de recursos da ordem de US$ 504 bilhões a serem aplicados, e espera é que os próximos governantes continuem a realização das obras. "Tenho fé em Deus que a gente que vier depois de nós vai ter que continuar o que fizemos, porque o povo aprendeu a gostar do que é bom", disse. Segundo o presidente, o governo vai continuar cobrando dos prefeitos e governadores o cumprimento das metas do programa. O presidente Lula anunciou também que "o PAC não quer liberdade, quer controle e fiscalização porque senão não funciona". Ele elogiou o programa falando que o objetivo é melhorar a vida das pessoas dando a elas condições dignas, e ponderou que não quer que o País fique dividido entre ricos e miseráveis. Lula criticou a Receita Federal com relação à lei que transfere para os municípios a arrecadação do Imposto Territorial Rural (ITR), por meio de um convênio entre Prefeituras e a Receita. Segundo o presidente, o nível de exigência da instituição não viabilizou o cumprimento dessa lei. O presidente não concedeu entrevistas aos jornalistas e seguiu para o município de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, para assinar ordens de serviço para obras de urbanização e saneamento no montante R$ 140 milhões, sendo que R$ 133 milhões serão repassados pelo governo federal.

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