Lula nega licença para trabalhar em campanha de Dilma

'Seria descabido que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil', disse

Agência Brasil,

05 de março de 2010 | 12h09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta sexta-feira, 5, a possibilidade de se licenciar do cargo para fazer campanha para a pré-candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo Lula, "não há hipótese dessa discussão acontecer".

 

"Seria descabido você imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha. Segundo, que fosse possível um presidente da República se afastar sendo que pode não ter o vice-presidente para exercer o mandato. Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma irresponsabilidade com o mandato que foi me dado pelo povo brasileiro", disse em entrevista a rádios na Bahia.

 

A informação de que o presidente se afastaria do cargo por dois meses para fazer campanha para Dilma foi veiculada na última quinta-feira, 4, na imprensa.

 

Lula disse também que não há lógica em alguém pensar que ele ajudaria mais um candidato se afastando do cargo de presidente. "Achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato do que estando da Presidência seria diminuir o mandato. Se fosse assim, quem não tivesse mandato teria mais força política do que eu que tenho."

 

Segundo as informações publicadas, o presidente do Senado, José Sarney, assumiria interinamente a Presidência do país, já que o vice-presidente, José Alencar, e o presidente da Câmara, Michel Temer, também podem concorrer a cargos eletivos.

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