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Lula nega interferir na composição da CPI da Petrobras

Presidente diz que comissão é 'questão do Congresso' e negou também atuação para atrasar o início da CPI

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

26 de maio de 2009 | 17h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta terça-feira, 26, que esteja interferindo na formação dos quadros que irão compor a CPI da Petrobras. Após entrevista com o presidente venezuelano Hugo Chávez, Lula disse que essa é uma "questão do Congresso", que deve decidir sobre o assunto, e ressaltou que não vai interferir. Questionado se não estava impedindo que o DEM assumisse cargos na direção da comissão, Lula disse: "Não impedi nada. Não impedi Democratas, tucanos, nada". Lula negou também que esteja atuando para atrasar o início dos trabalhos de investigação da Petrobras.

 

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Também nesta terça, a oposição reagiu à informação de que teria sido preterida na composição dos cargos de direção - relatoria e presidência - da CPI da Petrobras. A decisão de não negociar esses cargos teria sido tomada na segunda-feira, na reunião do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pré-acordo foi costurado pelo PMDB e PTB com o DEM e, por ele, caberia ao senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) a presidência da comissão.

 

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), evita comentar o assunto antes de uma conversa com Renan Calheiros. "Se eles tinham uma posição tomada terão que dizer. O PTB e o PMDB tinham a intenção anunciada (de ceder a presidência ao DEM) e terão que dizer e não vai ser pela imprensa", disse José Agripino à Agência Brasil.

 

Já no PSDB a reação foi mais incisiva. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), avalia que controlar os cargos da CPI é uma "decisão radical do governo de não investigar nada". Sérgio Guerra disse ainda que não participou de qualquer conversa com os peemedebistas e petebistas para negociar a partilha da direção.

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