Lula não vê crise no PT e garante que partido continua forte

Presidente lembra que conhece Marina há 30 anos e sua relação com ela 'em nada mudará'

estadao.com.br,

20 de agosto de 2009 | 16h05

Em entrevistas à rádios do Rio Grande do Norte nesta quinta-feira, 20, o presidente Lula negou que haja crise no PT e completou afirmando que o partido "continua forte e com muitas possibilidades".

 

As declarações de Lula vieram em resposta ao fato do senador Aloizio Mercadante (PT) ter anunciado, nesta quinta-feira, 20, a renúncia à liderança da bancada petista no Senado. Além disso, na quarta-feira, 19, Marina Silva, a ex-ministra do Meio-Ambiente se desfiliou do PT e o senador Flávio Arns (PR) disse que está "envergonhado" com a sigla e  da qual em breve também se desvinculará.

 

Mercadante decidiu pela renúncia por não concordar com a posição do PT de, na quarta-feira, 19, em reunião do Conselho de Ética, votar pelo arquivamento das denúncias contra José Sarney. Lula convidou o senador de São Paulo para uma conversa antes que ele formalize sua saída da liderança, em discurso no plenário marcado para esta quinta-feira, 20.

 

Quanto aos dois dissidentes, Marina e Arns, Lula fez praticamente a mesma declaração para ambos: "Se quer sair, é um direito da pessoa". Porém, o tom do presidente não foi igual para os dois.

 

Em relação a Marina Silva, que se desfiliou do PT para disputar a eleição Presidencial de 2010 pelo PV, o presidente assegurou que sua relação com ela "em nada mudará", e lembrou que a conhece "há 30 anos e não há 30 dias".

 

Sobre o fato de a ex-ministra do Meio-Ambiente não o ter procurado para informar sua saída do Partido dos Trabalhadores, Lula não mostrou ressentimento: "Se não conversou comigo, é porque já tinha feito uma opção".

 

Para Flávio Arns, as palavras de Lula foram mais duras. O presidente lembrou que era o primeiro mandato do senador do Paraná pelo Partido dos Trabalhadores e que ele é um companheiro que "tem seus valores", mas "sempre foi muito encrencado com o PT".

 

Arns, que já foi filiado ao PSDB, não concordou, assim como Mercadante, com a decisão do partido de arquivar as denúncias contra José Sarney. Na quarta-feira, 19, o senador se disse "envergonhado" com o PT.

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