Lula não irá ao sambódromo, diz ministro da Saúde

Alexandre Padilha visitou ex-presidente no hospital nesta sexta e lembrou que médicos desaconselham ida à desfile: 'ele tem sido um paciente disciplinado'

Anne Warth, da Agência Estado

17 de fevereiro de 2012 | 14h38

SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não desfilará pela escola de samba Gaviões da Fiel, que vai homenageá-lo na noite deste sábado, 18, no sambódromo do Anhembi. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que visitou Lula nesta sexta-feira, 17, no hospital Sírio-Libanês, o ex-presidente manifestou vontade de participar do desfile mas os médicos reiteraram a posição de que ele não deveria participar da atividade para preservar seu estado de saúde. "O presidente está louco para ir desfilar, mas os médicos recomendaram que ele não vá e ele tem sido um paciente disciplinado", afirmou.

De acordo com o ministro, o presidente está bem e deve receber alta na tarde desta sexta-feira. Segundo Padilha, durante a visita, Lula teria ressaltado a importância da disciplina no tratamento do câncer. "Ele foi disciplinado na parte difícil, que foi o tratamento, e agora também será, na fase de controle, que é mais fácil", afirmou.

Padilha disse que Lula teve desconforto nos últimos dias e dificuldade de deglutição, reação normal para pacientes que se submetem à tratamento de radioterapia na região da garganta.

Daqui a um mês, Lula será submetido a uma bateria de exames, que irão revelar se ele está definitivamente curado. Essa fase de acompanhamento e controle será feita ao longo dos próximos cinco anos, com maior frequência no início.

PT e PSD. De acordo com o ministro da Saúde, Lula não conversou sobre política durante a visita. Padilha, no entanto, defendeu que a aliança entre PT e PSD, que tem sido costurada nas últimas semanas, não está restrita à cidade de São Paulo. "O PT tem estabelecido cada vez mais parceiras com o PSD em vários estados do País. Nossa relação política com Kassab e líderes do PSD não está restrita a São Paulo. Acontecem em todo o País", afirmou, sem entrar em polêmicas, após ser questionado sobre os rumos da parceira depois que o ex-governador José Serra voltou à cena eleitoral da capital paulista e de informações segundo as quais o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, principal líder do PSD, apoiaria Serra em detrimento do pré-candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

O ministro, nos entanto, não negou a informação de que Kassab apoiaria Serra no lugar de Haddad. "Vamos trabalhar para que o PSD possa apoiar a candidatura do PT em várias cidades. Esse não é uma projeto restrito a São Paulo e não é o cenário de uma cidade apenas que vai interferir na relação do PSD com o PT, que é cada vez mais intensa no Estado e no País", afirmou Padilha.

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