Lula 'não fez reclamação', diz Mantega

Ministro diz que foi mal-intepretado e que não falou em criar imposto por MP.

Marcia Carmo, BBC

17 de dezembro de 2007 | 11h35

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que em sua opinião não foi repreendido publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter falado sobre possíveis medidas de compensação do fim da CPMF."O presidente não fez reclamação. Isso é uma interpretação dos jornais. Assim como houve uma má-interpertação sobre o que eu falei", disse Mantega nesta seguda-feira.No fim de semana, vários jornais publicararm declarações de Mantega dizendo que o PAC e os programas sociais seriam reexaminados e que um imposto semelhante à CPMF seria criado por meio de uma "fórmula que exige maioria simples do Congresso".No domingo, questionado sobre as declarações de Mantega publicadas pelos jornais, Lula disse que "o governo precisa entender que o momento é mais de reflexão do que de reação"."Avalio que ele vai ter de me convencer da necessidade disso. Ele falou para vocês (jornalistas) e agora vai ter de colocar na minha mesa", disse Lula após votar na eleição interna do PT.O presidente ainda afirmou que "não existe nenhuma razão para que alguém faça a loucura de tentar aumentar a carga tributária".Em Montevidéu, Mantega disse que o Ministério da Fazenda divulgará uma nota "com a versão real" do que dissera aos jornais.O ministro está Montevidéu no Uruguai nesta segunda-feira para participar até esta terça-feira da 34ª Reunião do Mercosul.Segundo Mantega, as medidas para compensação do fim do imposto do cheque deverão ser anunciadas até o fim da semana."Serão cortes de gastos, e alguma modificação nos impostos", afirmou o ministro.O ministro afirmou também que será preciso adaptar o Orçamento à nova realidade.Em um segundo momento será analisado o impacto do fim da CPMF na Saúde.Sobre as futuras possíveis medidas ele disse que elas têm o objetivo de causar o "menor dano" à economia e minimizar o impacto sobre os programas sociais e o crescimento econômico.Mas o ministro acrescentou que haverá corte de despesas.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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