Lula não fez cobranças a ministros, diz Celso Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez nenhum tipo de cobrança aos ministros que participaram da reunião de hoje, na Granja do Torto. "Ele tem interesse sim que todos os ministérios tenham o máximo de desempenho e que usem plenamente os recursos que estão alocados", afirmou o ministro, ao ser questionado se o presidente Lula teria comparado ministérios que têm recebido mais elogios dele - como o da Relações Exteriores, da Agricultura e e do Desenvolvimento - com outros de desempenho mais fraco. Amorim ressaltou que há um desejo geral no governo de maior eficiência administrativa, mas insistiu que não houve cobrança ou comparações entre os ministérios. "Não houve nenhum espírito de cobrança de um ou de outro ministério", afirmou. Amorim informou ainda que em sua exposição, o ministro do Planejamento, Guido Mantega apresentou dados que indicam uma melhora nos padrões de execução orçamentária do governo. Amorim, porém, evitou dar detalhes sobre as exposições de Mantega e do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que falou de perspectivas para a economia. Amorim disse que não tinha competência nem capacidade para falar da melhora da execução orçamentária. ?Governo tem visão otimista sobre economia?O ministro disse que há uma visão otimista do governo em relação à economia. "Mas nem sempre essa visão é captada plenamente por todos nós", reconheceu. Ele comentou a melhora do PIB e disse que curiosamente se compara o crescimento da economia brasileira e americana usando um índice anualizado para o da economia americana e um índice com variação para determinado período, não anualizado, para o crescimento da economia brasileira. Amorim disse que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, fez uma avaliação da economia, mas que não houve um debate na reunião ministerial sobre a política econômica. Ele também disse que não se falou na reunião em revisão pelo governo da previsão de crescimento do PIB do País este ano. Amorim lembrou que o índice anualizado de crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre é superior a 6%, representando perspectivas animadoras para a economia.

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