Heinrich Aikawa/Divulgação
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Lula não descarta Mercadante na disputa pelo governo de SP

Para ex-presidente, ainda é cedo para definir nome do PT para as eleições paulistas; na semana passada, ministro da Educação manifestou preferência em seguir na pasta

Beatriz Bulla - Agência Estado

02 de maio de 2013 | 14h51

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou ainda o nome do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a disputa do governo de São Paulo em 2014. Apesar de o petista ter dito na semana que não pretende concorrer, Lula afirmou nesta quinta-feira, 2, que o quadro eleitoral em São Paulo está indefinido.

 

"Não acho que seja definitiva a retirada do nome do Mercadante. É muito cedo para definir o quadro de uma eleição em São Paulo", disse o ex-presidente após ser questionado se concordava que, hoje, os principais nomes do PT para o governo paulista seriam os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça) e do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

 

Mercadante tinha intenção de concorrer, mas setores do PT defenderiam a necessidade de o partido encontrar um novo nome. "Estou convencido que nunca esteve tão próximo do PT ganhar em São Paulo como agora. É o melhor momento que nós temos para ganhar as eleições", afirmou o ex-presidente depois de tomar vacina contra a gripe em São Bernardo do Campo, acompanhado de sua esposa, Marisa Letícia.

 

Lula evitou falar em outros nomes dentro do partido e defendeu que a discussão sobre a escolha não seja precipitada. "Há uma fadiga. Os tucanos não têm mais novidade. Se a gente souber escolher candidato correto, temos chance extraordinária de eleger."

 

Ele falou da necessidade de formar uma "bela aliança política" para que o PT não saia sozinho. Indagado se o partido estenderia a aliança com o PMDB para a esfera estadual, Lula confirmou: "Haverá (articulação para o PMDB se unir ao PT no Estado). O PMDB é um partido extremamente importante nessa aliança". O PMDB, por sua vez, já tem potencial candidato para a disputa de 2014: o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Sobre o assunto, Lula afirmou que "nessa altura do campeonato, todo mundo tem candidato e ninguém tem candidato". "É normal que cada partido comece a apresentar suas caras, mas é normal também que cada partido não perca nunca a noção de responsabilidade e de perspectivas concretas de ganhar eleição", finalizou Lula.

 

O ex-presidente afirmou ainda que o PT deve contar também com o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, na aliança para o governo paulista, e que o partido ainda tem de conversar com o PTB e com o PRB, de Celso Russomanno. "O quadro pode ser montado de forma a ser favorável ao PT", disse Lula.

 

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