Sebastiao Moreira|EFE
Sebastiao Moreira|EFE

Lula não aceitou nem desaceitou participar de ministério, diz presidente do PT

Partido comandado por Rui Falcão tem sido uma das principais forças a articular a volta do ex-presidente ao núcleo do governo

Ana Fernandes, Francisco Carlos de Assis e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2016 | 18h23

O presidente do PT, Rui Falcão, desconversou nesta quinta-feira, 10, sobre a possibilidade de o ex-presidente Lula assumir algum ministério no governo Dilma Rousseff. O dirigente, contudo, não descartou a hipótese - o PT tem sido uma das principais forças a articular a volta do ex-presidente ao núcleo do governo.

"Ele não aceitou nem desaceitou. Já dei minha opinião, não vou ficar falando mais sobre esse assunto", disse Falcão ao chegar para o encontro com Lula, petistas e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na capital paulista.

Ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff estão empenhados para tentar convencer Lula a se instalar novamente no Palácio do Planalto e tentar "salvar" o governo e o projeto do PT. A avaliação dos petistas é que a nomeação de Lula evitaria uma prisão do símbolo máximo do partido em meio às investigações da Lava Jato e do Ministério Público de São Paulo, que denunciou o ex-presidente ontem por suposta ocultação de patrimônio no caso do tríplex do Guarujá. Petistas acreditam que, em seguida de uma eventual prisão re Lula, viria uma "quase imediata" condenação do ex-presidente.

Dilma não é contrária à ideia de indicar Lula para alguma pasta. No entanto, interlocutores do Planalto admitem que a chegada do padrinho político da presidente a deixará enfraquecida e isolada. Lula vem resistindo à ideia de virar ministro.

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