Lula manda adiar mudanças no fundo de pensão de Furnas

Presidente de Furnas informa que o ministro Lobão pediu mudança na diretoria, mas PMDB nega pressão

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2009 | 09h34

Fontes do governo confirmaram nesta quinta-feira, 26, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o adiamento da mudança da direção do fundo de pensão de Furnas, Fundação Real Grandeza. O presidente, segundo as mesmas fontes, defendeu que qualquer decisão deve levar em contar garantias do patrimônio dos funcionários de Furnas. A decisão foi tomada na noite na última quarta-feira, em reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que defendia a mudança na diretoria da Fundação.   Veja também:  Contra trabalhadores, PMDB tenta assumir fundo de pensão de Furnas   Escândalo do mensalão derrubou diretoria em 2005   A pressão do PMDB para trocar o comando da Fundação Real Grandeza, que gere um patrimônio de R$ 6,3 bilhões - em abril de 2008, eram R$ 7,2 bilhões - em recursos previdenciários dos trabalhadores e aposentados de Furnas Centrais Elétricas, pode provocar uma greve de grandes proporções na maior geradora de energia do país. Unidos aos aposentados, os funcionários da empresa, reunidos em 20 bases sindicais, são contrários à mudança no fundo de pensão.   Apesar de o PMDB negar a pressão por mudanças, o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti, distribuiu carta aos funcionários na última sexta-feira revelando a intenção de mudar a diretoria do fundo de pensão, sob alegação de que havia sido uma "orientação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão".   Desde as cinco desta quinta, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ) realiza uma paralisação das atividades em Furnas, no Rio, em apoio à atual gestão do fundo de previdência dos funcionários da estatal, Fundação Real Grandeza. Até o momento, não houve qualquer tentativa de quebra do bloqueio que foi feito na entrada principal da companhia e o clima é tranquilo. A paralisação, de acordo com o secretário-geral do sindicato, Luiz Fernando Peyneou de Souza, segue até o meio-dia. De acordo com ele, apenas serviços emergenciais foram mantidos em operação.   (Com Daniele Carvalho, da Agência Estado)

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