Lula libera Dilma em campanhas no RS e proíbe nos demais

Segundo fontes do governo, ministra não gostou da ordem de ficar restrita ao Estado onde contruiu sua carreira

Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo,

22 de julho de 2008 | 18h25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu nesta terça-feira, 22, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), de subir em palanques de candidatos no primeiro turno das eleições municipais. Abriu uma única exceção, o Rio Grande do Sul, Estado onde ela construiu sua carreira política. Veja também:Juízes divulgam lista de candidatos 'ficha-suja' Saiba quem são os candidatos com a ficha suja  Calendário eleitoral das eleições deste ano  TSE decide que candidatos com ficha suja podem concorrer  Segundo fontes governamentais, a ministra não gostou da ordem e alegou ter vários convites para aparecer em campanhas, principalmente de candidatos do PT. O presidente argumentou, porém, que Dilma precisa se preservar por ser o primeiro alvo da oposição para atingir o Palácio do Planalto. Motivo: a chefe da Casa Civil é, até agora, o nome favorito de Lula à sua sucessão, em 2010. Articulador político do governo, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), também ficará longe dos palanques, participando de comícios apenas em Pernambuco, seu Estado natal. Todos os outros ministros foram liberados pelo presidente da República para viajar nos fins de semana e apoiar os candidatos que bem entenderem, tomando cuidado, porém, para não provocar fraturas na base aliada do governo. A conversa entre Lula e Dilma ocorreu no fim da reunião de coordenação política do governo, no final da manhã, no Palácio do Planalto. Durante o encontro, o presidente cobrou a divulgação da chamada "agenda positiva" do governo e dos investimentos e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para neutralizar notícias negativas sobre alta dos juros e aumento da inflação.   

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