Lula lembra infância pobre no lançamento do PAC em Sergipe

Durante discurso, faixa com frase 'Lula traidor' foi arrancada da mão de funcionários do Incra, retirados do local

Tânia Monteiro, do Estadão,

26 de julho de 2007 | 15h16

Depois de assistir a uma disputa entre vaias e aplausos, vencida pelos aplausos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso de 15 minutos no Centro de Convenções de Aracaju, em Sergipe, no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do saneamento.   Lula lembrou a importância das obras de saneamento e urbanização em favelas, que serão realizadas pelo governo em Sergipe. Ele voltou a lembrar de sua infância pobre e comentou que quando chegou a São Paulo tinha uma barriga enorme "que era puro verme", doença adquirida por falta de água tratada. Em seguida brincou afirmando que ficou bonito depois de velho.   Lula disse que pobre só é lembrado em dia de eleição, mas que em seu governo o pobre será tratado como gente, com dignidade. Ele avisou que vai voltar para inaugurar a primeira obra de saneamento do Estado.   Protestos   Durante o seu discurso, uma confusão tomou conta de parte da platéia, onde foi levantada uma faixa com a frase "Lula traidor". A faixa foi arrancada das mãos de funcionários do Incra, por seguranças da Presidência e quatro manifestantes foram retirados do local.   Do lado de fora, cerca de uma centena de estudantes da Universidade Federal de Sergipe promoviam um apitaço, vaiavam e gritavam palavras de ordem contra o presidente e o reitor da universidade, Josué dos Passos. Um boneco do presidente chegou a ser queimado pelos manifestantes.   O presidente Lula seguiu para o Palácio de Veraneio, residência do governador Marcelo Déda. Em seguida, Lula iria para João Pessoa (PB), na seqüência de lançamentos do PAC do saneamento e urbanização.

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