Lula já sonha em influir nas políticas da Opep

A descoberta da grande reserva de petróleo na bacia de Santos modificou o tratamento recebido pelo Brasil nos foros internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que foi tratado "com uma certa deferência" por seus colegas chefes de Estado que participaram, na capital chilena, da 17ª Cúpula Iberoamericana, encerrada hoje. "Veja, eu agora estou sendo chamado de sheik do petróleo", comentou, rindo.As novas reservas, avaliou ele, são uma "dádiva de Deus", pois aumentarão as chances de o Brasil engatar um período de crescimento econômico consistente. O País passa também a ter mais peso no cenário mundial. "É o coroamento de um País que esteve a ponto de desabrochar e que muitas vezes murchava", disse. "Estamos vivendo um momento bom na economia e essa descoberta de uma reserva excepcional, de um petróleo de qualidade, de muito gás, coloca o Brasil numa situação altamente privilegiada."Ele já sonha até em influir nas políticas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). "Vamos brigar para baixar o preço", anunciou.O Brasil ainda não faz parte da entidade, porque não é exportador líquido de petróleo. A descoberta da reserva Tupi, porém, que elevará em 50% o volume das reservas petrolíferas brasileiras, permitirá que o País venda parte de sua produção e, nessa condição, se torne um membro da Opep. Mas isso só ocorrerá depois de 2013, quando o novo campo começará a produzir. "Não será no meu governo", reconheceu Lula.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.