Lula já fala em dar mais atenção à campanha de Haddad

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu na noite desta segunda-feira que precisa dedicar mais tempo à campanha do ex-ministro Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. O candidato petista estacionou nas intenções de voto, segundo a última Ibope, e corre o risco de não ir para o segundo turno. Lula, que encerrou à noite, em Mauá, um roteiro de quatro comícios na região do ABC, disse que pretendia ir a muitas cidades, mas precisa dar mais atenção a São Paulo. "Talvez eu tenha que fazer algumas outras cidades, mas vou ter de dedicar um tempo maior ao nosso candidato Fernando Haddad em São Paulo para ganhar aquelas eleições", afirmou, ante uma plateia estimada em 6 mil pessoas pela Polícia Militar.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 21h57

No dia anterior, em Diadema, o ex-presidente dissera que pretendia ir a Recife, onde o candidato do PT, Humberto Costa, vai se distanciando do primeiro colocado, Geraldo Júlio, do PSB. Também pretendia viajar a Fortaleza, em apoio ao candidato petista Elmano de Freitas, e a outras cidades paulistas, como Guarulhos e Osasco, mas revelou que a prioridade é a eleição na capital. "Eu agradeço a Deus que me curou para ajudar a eleger os candidatos do ABC, em São Paulo, e se Deus quiser, em 2014, reeleger a companheira Dilma presidenta da República", disse.

Como tem feito nos últimos comícios, o ex-presidente voltou a defender o seu governo, sob o ataque da oposição em razão do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Ninguém investiu tanto para diminuir a pobreza nesse País como nós investimos", disse, lembrando que ter aumentado o salário mínimo em 67% e criado, junto com a presidente Dilma, 17 milhões de empregos com carteira assinada. "Provamos que aumentar salário não causa inflação", disse. Segundo Lula, as pessoas o culpam pelo trânsito ruim por ter permitido que as pessoas pobres tenham carros, e se há caos nos aeroportos, porque mais pessoas usam o avião.

Ele disse ter orgulho de ver pessoas pobres comendo filé, pois antes elas mal podiam comer pescoço de frango. "Eu gostaria de fazer muito mais porque na sociedade que eu sonho o pobre tem que ser médico, engenheiro, advogado."

Lula disse não ter sido fácil eleger a presidenta Dilma por causa do preconceito contra a mulher, mas ela já provou que a mulher quer participar da vida política. "Na sociedade que nós queremos colher a mulher só vai participar quanto tivermos a coragem de dividir com ela as tarefas dentro de casa." Defendendo as realizações do PT na região, lembrou que a militância não tem vergonha de vestir a camisa vermelha do partido. Por fim, recordou ter sido chamado de "o cara" pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele não sabe que o cara é o povo brasileiro."

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