Lula: governo investiga ligações a eleitor contra Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o governo está investigando as ligações de telemarketing contra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Segundo ele, as investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal (PF). Lula falou ainda da sua indignação com o nível da campanha, a qual definiu como "a de mais baixo nível que já viu na vida".

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 13h15

Questionado sobre o tom mais agressivo da campanha, Lula disse que, se o tom é agressivo, na política, no discurso, faz parte. Mas, que o que está havendo agora é "baixaria". "O jogador que quer disputar um título mundial não vai ficar rebolando dentro do campo. Ele vai jogar para marcar gol. Ele vai tirar a bola do adversário", disse Lula, fazendo as comparações habituais com o futebol.

"O que se fala da Dilma é uma coisa impensável, que eu que fui candidato, eu que fui difamado, eu nunca tive coragem de dizer contra meus adversários 10% do que a hipocrisia de uma parte dos tucanos está dizendo da Dilma", completou o presidente, após solenidade no Palácio do Planalto de apresentação do carro elétrico da Mitsubishi Motors.

O presidente disse ainda que, "se acham que vale a pena fazer uma campanha assim, que o façam". "O certo é que a Dilma vai ganhar as eleições porque ela representa oportunidade de um governo que fez o Brasil ser mais admirado, ser mais respeitado, gerou mais empregos, investiu mais em educação, em ciência e tecnologia, aumentou o salário, melhorou a qualidade de vida. Vocês jornalistas tiveram mais emprego. É por isso que acho que a Dilma vai ganhar as eleições", acrescentou.

Questionado se não achava que as acusações na campanha estavam ocorrendo das duas partes, o presidente não respondeu. Ele criticou ainda as promessas que o candidato tucano José Serra está fazendo na área econômica, pois, segundo Lula, ele não vai cumpri-las. Segundo o presidente, Serra deveria dizer exatamente o que ele quer fazer na política econômica.

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