Andressa Anholete/Reuters
Andressa Anholete/Reuters

Alckmin e Lula aplaudem hino socialista; polêmica vem desde 1989

Hino foi usado para confrontar Lula na eleição de 1989, quando Fernando Collor de Mello, dias após a queda do Muro de Berlim, disse que o PT enaltecia o socialismo em eventos partidários

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2022 | 10h17

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) ouviu o hino da Internacional Socialista em evento do PSB em Brasília nesta quinta-feira, 28, e, embora não tenha cantado, aplaudiu a peça após a execução. Ao seu lado, estavam Carlos Siqueira, presidente da sigla, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem o ex-tucano será vice na chapa para o Planalto.

O hino da Internacional Socialista representa uma união global de partidos trabalhistas instituída em 1951. Ao exaltar a luta dos trabalhadores, um trecho da letra diz: “Messias, Deus, chefes supremos, nada esperemos de nenhum”. Alckmin é católico fervoroso e admirador declarado de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei, uma prelazia conservadora da Igreja Católica. 

Alckmin, que foi filiado ao PSDB desde a fundação da sigla e tem um histórico de divergências com Lula, passou a acompanhar o petista em eventos ligados à causa sindicalista e da esquerda. Em um deles, no início deste mês, o ex-governador exaltou Lula como o “maior líder” político do País. 

O hino já foi alvo de polêmica em 1989, quando, durante um debate de candidatos à Presidência na televisão, Fernando Collor tentou desqualificar Lula, que era seu adversário naquele pleito, ao afirmar que a peça era reproduzida ao final dos comícios do petista. A declaração aconteceu apenas alguns dias após a queda do muro de Berlim, evento que marcou o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

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