Lula garante que eleição não muda rumo da economia

'Não existe nada neste País que me faça brincar com a economia', disse o presidente em evento em SP

REUTERS

12 de agosto de 2008 | 22h50

Após receber o troféu "Pá de Ouro", concedido pelo setor de material de construção civil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que manterá o compromisso com o rumo da economia mesmo em ano de eleição. Lula disse que o crescimento econômico brasileiro não é apenas "vôo de galinha" e que a inflação está controlada. "Posso dizer para vocês, não existe eleição, não existe nada neste país que me faça brincar com a economia. Eu não sou economista. A única coisa que eu sei é que quando a economia não dá certo apenas meia dúzia de especuladores ganha, e quando a economia não dá certo e a inflação volta, quem perde é o povo pobre deste país", disse Lula em discurso na cerimônia com mais de 2 mil empresários. Em outubro, serão realizadas eleições para prefeitos e vereadores. Lula admitiu que os índices de inflação voltaram a preocupar. "A inflação, que teve pequena elevação sobretudo em função dos problemas internacionais, está se desacelerando em diferentes faixas de consumo", afirmou. Também voltou a dizer que o país está passando ao largo da crise imobiliária dos Estados Unidos. "Há dez anos, se tivesse uma crise como a dos EUA, dava uma gripezinha daquela e aqui já estava todo mundo com pneumonia. Pois a crise atingiu os Estados Unidos, atingiu a Europa, estamos olhando com muita atenção, mas até agora não mexeu com este país." Após premiar Lula, o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz, parafraseou Lula e disse que "nunca na história da República, houve redução da carga tributária para o setor da construção civil como durante o governo Lula". Segundo a associação que representa 138 mil lojistas, houve três reduções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos produtos do setor, que experimenta crescimento de 9,5 por cento neste ano beneficiado principalmente pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No ano passado, o comércio de material de construção faturou 39,5 bilhões de reais. (Reportagem de Carmen Munari)

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