Lula foi mal-interpretado ao criticar os EUA, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tentou desfazer a saia-justa provocada pelas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito dos Estados Unidos. ?As afirmações do presidente foram mal-interpretadas?, afirmou Amorim. O ministro nãodisse não crer em nenhum problema, embora a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, tenha dito ao Estado que a declaração de Lula ?não reflete? o tipo de relação de colaboração que ele estabeleceu com o presidente George W. Bush durante sua visita aWashington, no mês passado.No domingo, ao participar de um seminário da cúpula da Governança Progressista, em Londres, Lula afirmou que os Estados Unidos são vítimas de sua própria grandeza e que o país de Bush precisa participar mais dos fóruns mundiais. ?Se tem uma coisa que admiro nos Estados Unidos é que primeiro eles pensam neles, em segundo neles e em terceiro neles também. Se sobrar tempo, pensam um pouco neles outra vez?, disse o presidente. Não foi apenas esta frase.Lula também afirmou que os EUA não acabam com o embargo econômico a Cuba por questões políticas, por causa dos cubanos que moram em Miami. ?São ruídos menores dentro de um processo que está muito bem encaminhado?, insistiu Amorim. ?A posição do governo brasileiro é clara: somos a favor dos direitos humanos e da democracia, reconhecemos o que Cuba fez na área social e que boa parte da situação de lá se deve ao embargo.?Para Amorim, quando Lula afirmou que os Estados Unidos só pensam neles, quis dizer que o Brasil deve fazer o mesmo. ?Isso é um modelo aser seguido, ou seja, nós temos de fazer o que os Estados Unidos fazem: sermos capazes de defender os nossos interesses?, argumentou o chanceler.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.