Lula foi condenado e é preciso executar a pena, diz Moro em entrevista

Em declaração à rede China Global Television Network, juiz diz que apenas seguiu regimento da lei

O Estado de S.Paulo

07 Abril 2018 | 07h44

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância no Paraná, disse anteontem que “não havia motivo para adiar” a ordem de prisão expedida contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração à rede China Global Television Network, o magistrado afirma que apenas seguiu o regimento da lei.

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“Eu recebi o ofício do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) ordenando a prisão e simplesmente cumpri a ordem”, disse Moro ao repórter Stephen Gibbs em seu escritório na 13ª Vara de Justiça de Curitiba. 

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Moro condenou o ex-presidente em 12 de julho de 2017 a 9 anos e 6 meses de prisão. Em janeiro, o TFR-4 manteve a condenação e aumentou a pena para 12 anos 1 mês de prisão. 

“Ele (o ex-presidente Lula) foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a pena, simples assim”, afirmou o juiz.

Na quinta-feira, o juiz Sérgio Moro ordenou a execução da pena. O magistrado determinou que, em razão da “dignidade” do cargo que ocupou, o petista poderia ter a “oportunidade” de se apresentar voluntariamente à Polícia Federal, em Curitiba, até as 17 horas de anteontem. Pela mesma razão, Moro proibiu o uso de algemas “em qualquer hipótese” e ordenou que Lula cumpra a pena em uma espécie de sala de Estado-Maior, na Superintendência da PF da capital paranaense, reservada e separada dos demais presos.

“Não vejo qualquer motivo para adiar mais”, declarou Moro ainda antes de encerrar o prazo concedido para comparecimento de Lula à sede da Polícia Federal em Curitiba.

SEGURANÇA

O juiz passou os últimos dias em Curitiba despachando normalmente na sede da Justiça Federal de Curitiba. Não houve nenhum tipo de mudança na sua rotina ou de reforço em sua segurança. 

No entorno do prédio da Justiça Federal, o patrulhamento também não foi modificado. Apenas um carro da Polícia Militar do Paraná se manteve estacionado na praça em frente ao prédio da Justiça. Anteontem, a movimentação da manifestantes pró-Moro fizeram atos no local. Em reunião, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança do Paraná informaram que 750 homens estão preparados para atuar na segurança na capital paranaense.

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