Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Lula ficou 'preocupado' com declaração de general sobre intervenção militar, diz Gleisi

Em palestra na semana passada, general defendeu que 'companheiros do alto comendo do Exército' entendem que uma 'intervenção militar' pode ser adotada

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 21h49

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 21, a dirigentes do PT reunidos em São Paulo, estar preocupado com as declarações feitas por militares de alta patente nas últimas semanas. Segundo relatos, Lula disse que cabe à sociedade civil, por meio das instituições democráticas, garantir que as Forças Armadas continuem fiéis às suas funções constitucionais.

“Ele (Lula) ficou preocupado com a fala do general (Antonio) Mourão, disse que a sociedade civil é quem tem tomar as rédeas do processo e garantir a democracia, democrático que as Forças Armadas tem. As instituições que nós temos têm que garantir a democracia”, disse a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). O ex-presidente Lula ficou preso por 30 dias em 1980, durante a ditadura militar, por liderar uma greve sindical.

Em palestra na semana passada em uma Loja Maçônica de Brasília Mourão disse que “companheiros do alto comendo do Exército” entendem que uma “intervenção militar” pode ser adotada se o Judiciário não resolver “o problema político retirando da vida pública esses elementos envolvidos em ilícitos”.

Lula foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá e pretende concorrer à Presidência nas eleições de 2018. O petista lidera a disputa em todos os cenários testados em pesquisas de opinião.

No início da semana o general Eduardo Vilas Bôas, comandante do Exército, minimizou as declarações de Mourão e descartou uma punição ao subordinado.

Antes de Lula, vários dirigentes petistas que participaram da reunião do Diretório Nacional do partido em um hotel no centro de São Paulo também demonstraram preocupação com as falas tanto de Mourão quanto de Vilas Bôas. Para alguns deles, a suposta omissão do comandante do Exército é mais preocupante do que a ameaça feita durante a palestra na Loja Maçônica. A direção do PT vai discutir hoje a aprovação de uma resolução política sobre o tema. 

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