Lula fica menor, diz Áecio; para Alckmin, demissão era inevitável

O governador de São Paulo e candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, divulgou um nota oficial sobre a demissão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci na qual ele diz a saída "era inevitável". "São inaceitáveis a quebra ilegal do sigilo bancário de um cidadão e o uso do aparelho do Estado em favor de partidos ou particulares", diz a nota. Já o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), afirmou que o governo Lula "ficará menor" depois da saída do ministro da Fazenda. Ele considerou positiva a indicação do presidente do BNDES, Guido Mantega para o cargo, por se tratar de um homem de confiança do presidente e descartou grandes mudanças na condução da economia, mesmo com as críticas que Mantega costumava fazer à política de juros altos do Banco Central. "Provavelmente, ele (Mantega) se adaptará aos novos tempos. Não vejo possibilidade de mudança política econômica ou de política maior na condução da economia brasileira", avalia.Para Aécio, o mais grave é o fato de instituições do governo federal, como a Caixa Econômica Federal, estejam com a credibilidade abalada. E considerou que o governo do presidente Lula tem sido extremamente perverso para com o próprio presidente.Conforme o governador mineiro o afastamento do ministro não pode ser considerado o ponto final na crise envolvendo o governo Lula. "(A saída de Palocci) fragiliza muito o governo federal, porque seus principais pilares caíram e todos caíram por denúncias, o que não é positivo para qualquer governo. Acho que o presidente Lula ainda é um candidato extremamente competitivo, mas está longe, a meu ver, de ser um candidato com vitória assegurada como alguns gostariam", disse.O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), distribuiu nota afirmando que a decisão de Palocci foi correta. "O ministro pediu demissão porque se sentiu enfraquecido com as denúncias envolvendo seu nome e para que a sua permanência não significasse maior turbulência na economia. A decisão do ministro foi correta, porque a situação é insustentável", diz o texto.

Agencia Estado,

27 de março de 2006 | 20h56

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