Lula fez opção pela ´vida mansa´, diz <i>The Economist</i>

A revista britânica The Economist afirma em artigo publicado nesta quarta-feira, 4, intitulado Lula opta pela vida mansa, que o presidente "não é um homem com pressa". Segundo o texto, a reforma ministerial "em câmera lenta" promovida este ano por Lula "marca o ritmo de um segundo mandato sem ambição".A artigo destaca que Lula acumulou bastante poder com o enfraquecimento relativo do PT, a relativa alta popularidade do presidente e a montagem de um Ministério que permitirá boas relações do Executivo com o Congresso. "Mas o que ele fará com todo esse poder? Sua ambição não parece ter acompanhado o mesmo ritmo." A revista afirma que com Antonio Palocci, afastado no ano passado do Ministério da Fazenda, talvez o governo conseguisse promover a reforma da Previdência e reduzir os gastos governamentais. Sem o político, no entanto, a tarefa deve "ficar a cargo de um ´Fórum´ que provavelmente não recomendará uma mudança radical".O sucesso do segundo mandato dependerá, segundo a revista, de "iniciativas mais modestas", como um "promissor" plano para educação e diversas reformas microeconômicas. Apesar dos problemas, a The Economist afirma que o governo não está em uma situação difícil. "O presidente não está suando. O crescimento econômico, amparado por uma recente revisão estatística, é respeitável. Os mercados financeiros - e os eleitores - estão com disposição para perdoar."

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