Lula fez convite para PDT integrar coalizão, diz Lupi

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi (RJ), afirmou há pouco que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou oficialmente o partido para fazer parte da coalizão de governo e do seu conselho político. Segundo ele, a reunião com os representantes do PDT nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, foi "um reencontro" de dois partidos que já andaram muito juntos no passado. "Como diria Leonel Brizola, reencontros são mais importante do que o primeiro encontro", disse Lupi. "O presidente Lula colocou a necessidade de retomar o fio da história de alianças e quer o PDT fazendo parte das políticas públicas". Lupi afirmou que o convite de Lula será levado à Executiva do partido e à bancada no Congresso, mas, segundo ele, uma decisão só deve ocorrer em janeiro, quando se reunirá o Diretório Nacional da legenda. Ele demonstrou uma certa cautela com relação à decisão futura do partido, mas destacou que a bancada no Congresso é majoritariamente favorável ao ingresso no governo. De acordo com ele, não foram discutidos cargos em troca do apoio. Lupi afirmou que houve uma mudança de métodos na negociação política feita pelo Planalto, que passou de ações isoladas para um movimento institucional. "O ser humano tem direito a evoluir e o presidente aprendeu com os erros do passado. Houve uma mudança de métodos", disse Lupi. "Pela primeira vez, o presidente convidou o partido para conversar". Em relação aos pedetistas contrários à uma aliança com o governo, como os senadores Jefferson Peres (AM), Osmar Dias (PR) e Cristovam Buarque (DF), Lupi afirmou que há espaço para discutir a posição deles dentro do partido, mas disse acreditar que a posição da maioria será acompanhada pela minoria.Atuação independenteO senador Osmar Dias (PDT-PR) afirmou após o encontro que é favorável à coalizão, mas que, mesmo que a Executiva do partido aprove o ingresso no governo de coalizão, ele manterá uma atuação independente em alguns pontos. Dias citou especificamente o caso de pedidos de criação de CPIs nos quais, adiantou, votará de acordo com sua consciência.O PDT tem cinco senadores - Dias, Cristovam Buarque (DF), Jefferson Peres (AM), Augusto Botelho (RR) e o eleito João Durval (BA). Após o encontro com Lula, Dias comentou que Botelho deverá se desligar do partido e se filiar ao PT. Já João Durval, informou, já adiantou que só ficará no PDT se o partido aprovar a coalizão com o governo Lula.Colaborou João Domingos

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.