Lula festeja PIB e destaca necessidade de equilíbrio na economia

O presidente Luiz Inácio Lula daSilva disse que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB),divulgado nesta terça-feira, é "prazeroso e alentador", masapontou que o país precisa manter o equilíbrio econômico paraevitar o retorno da escalada inflacionária e garantir um avançoconstante. "Eu acho que isso é bom para o Brasil e estou convencidoque iremos manter isso por muitos e muitos anos. Basta que agente não perca o bom senso e que a gente não permita que ainflação volte, que a gente não permita que a demanda cresçaexagerada além da oferta, é preciso que haja uma combinação",afirmou Lula a jornalistas, após participar da abertura de umafeira de produtos hospitalares. O PIB avançou 0,7 por cento em relação ao final do anopassado (menor taxa desde o segundo trimestre de 2006). Nacomparação com o primeiro trimestre do ano passado, a economiacresceu 5,8 por cento, segundo dados do Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE). Segundo o presidente, o crescimento da economia está sedando de forma sustentável e atinge vários setores, como aindústria da construção civil, de calçados, têxtil, naval, deetanol, incluindo ainda a produção de grãos. Ainda assim, Lula afirmou que há desafios a enfrentar jáque o país viveu muitos "sobressaltos e altos e baixos" nosúltimos anos. Ele mencionou a necessidade de recuperar ascontas externas, aumentando exportações e reduzindo asimportações. "Quero que o PIB cresça mais e cresça sempre e não apenas ovôo de galinha a que estávamos acostumados", acrescentou, emuma crítica velada aos governos anteriores. A empresários, Lula afirmou que a situação da economiabrasileira mudou para melhor. "É importante lembrar que todo mundo estava chorando em2004 e 2005. Eu não aguentava mais encontrar empresário paraouvir: 'Estamos fechando, estamos quebrando, estamos emvermelho, vamos embora, não está dando certo'. Hoje nóspercebemos que o país se encontrou consigo mesmo", disse emdiscurso na abertura da feira para um público formado porintegrantes da área hospitalar. Para o presidente, o país precisa se recuperar após mais de20 anos de "frustração". "Já chegamos à plenitude? Não. Jáconquistamos tudo? Não. Falta muito, afinal de contas, nósainda somos um país emergente. Mas um país emergente com viésde alta, com viés de melhora", brincou. O termo viés éassociado à taxa de juros, em que o Banco Central determina sevai operar com tendência de alta, de baixa ou sem tendência. Lula voltou a lamentar o fim da CPMF, como já tinha feitoem evento anterior do qual participou em São Paulo. Disse que otérmino da arrecadação da contribuição, que chegava a 40bilhões de reais por ano, frustrou a realização do programa deinvestimentos em saúde --Mais Saúde ou PAC Saúde.Ele disse que está confiante que conseguirá obter os recursos,sem mencionar a origem, e que lamenta que o término da CPMF nãotenha se refletido nos preços dos produtos. A votação noCongresso da Contribuição Social para a Saúde (CSS), a novaCPMF, está prevista para terça-feira. A CSS, dirigida totalmente para a saúde, tem alíquotaprevista de 0,10 por cento das transações financeiras, enquantoa CPMF alcançava 0,38 por cento.

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