Lula faz nova proposta para negociar com Heloísa Helena

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs ontem a 12 dos 14 senadores do PT com quem se reuniu no Palácio do Planalto uma saída para a senadora Heloísa Helena (PT-AL), que está sob ameaça de expulsão do partido por conta das divergências em relação ao governo. "Vão lá e perguntem se ela aceita se submeter à decisão da bancada em cada votação. Se ela disser que sim, tudo bem. Será a palavra dela e, a partir daí, vamos trabalhar", disse o presidente. Os senadores deixaram o Planalto considerando importante retomar os entendimentos, desde que Heloísa Helena decida respeitar as decisões partidárias. No encontro que durou quase três horas, segundo relato de um senador presente, o presidente alertou que "as divergências internas no PT não podem se perpetuar", pois provocam desdobramentos negativos. Na avaliação de senadores que participaram do encontro, que contou com a presença do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, a reunião só ocorreu por conta das repercussões negativas que a crise da bancada do Senado - com a ameaça de renúncia do líder do PT, senador Tião Viana (AC) - provocaram no mercado financeiro. Para evitar que esses problemas se repitam o presidente advertiu os senadores para que resolvam as divergências internamente e de modo democrático. "Não podemos gastar energia com essas divergências internas", disse o presidente. Para Lula, o documento em defesa dos parlamentares rebeldes, assinado por 8 dos 14 senadores, mostrou "um desencontro na bancada". Ele enfatizou que esse tipo de situação deve ser evitada, pois entende que tudo precisa ser discutido internamente antes de ser levado a público. "E quem não aceitar a decisão da bancada não estará correspondendo ao processo democrático", afirmou. Lula chamou a atenção para a necessidade de as divergências nas reformas serem discutidas também tecnicamente e não apenas politicamente.

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