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Lula faz crítica indireta a política do FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas indiretas hoje às políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendadas a países em desenvolvimento, que, segundo ele, limitariam os gastos públicos em infra-estrutura. "Certos critérios de contingenciamentos recomendados por organismos internacionais inviabilizam a própria consistência macroeconômica que tanto se persegue", disse Lula. Para o presidente, a solução do impasse é o "estreitamento" da relação entre Estado e iniciativa privada para a realização do investimentos necessários no País. As declarações de Lula foram feitas em Itajaí, no litoral catarinense, onde ele e a primeira-dama, Marisa Letícia da Silva, participaram do lançamento ao mar do navio gaseiro Metaltanque VI, construído no estaleiro local. Em seu discurso, o presidente defendeu a forte participação do Banco Nacionalde Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos de infra-estrutura e anunciou a compra, até 2007, de 12 navios de grande porte por parte da Petrobras. "É uma oportunidade ímpar para que os estaleiros se capitalizem e consigam reverter o declínio observado nas últimas décadas", afirmou Lula. "Vamos percorrer novos rumos em estreita parceria entre Estado e iniciativa privada, expandir nossa base produtiva, viabilizar um novo ciclo de crescimento sustentado e gerar empregos que o País precisa."O presidente citou como exemplo de "vontade política" de seu governo em relação à infra-estrutura o financiamento de R$ 1,5 bilhão para a renovação da frota pesqueira brasileira. Segundo ele, a "vontade política" não permitirá que o investimento público fique "congelado" em seu governo. "A infra-estrutura nacional não será comprometida, o apagão que aconteceu com o setor elétrico não se repetirá." O presidente disse considerar sadia a participação de empresas estrangeiras na economia, mas afirmou que são necessárias limitações. "A abertura da concorrência externa é saudável desde que permita expandir a base produtiva no País, introduzindo ganhos de escala, que reduz nossos custos e eleve nossa produtividade", disse Lula. "A destruição da estrutura econômica nacional não pode ser confundida com eficiência, ela gera perdas tão ou mais explosivas do que o protecionismo cego", completou.

Agencia Estado,

24 de julho de 2003 | 18h21

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