Lula fala de crise no PT em almoço com ex-primeiro-ministro da Espanha

Felipe Gonzalez se recusou a dar detalhes da conversa: 'falamos de tudo', afirmou

Jamil Chade , correspondente de O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2012 | 13h46

BARCELONA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou da crise no PT envolvendo os escândalos de corrupção em um longo almoço que teve nesta quinta-feira, 13, em Barcelona com o ex-primeiro-ministro espanhol, o socialista Felipe Gonzalez.

Questionado após o encontro com Lula se a crise no PT havia sido alvo das conversas, Gonzalez afirmou: "falamos de tudo". O ex-chefe de governo da Espanha teve seus últimos anos de mandato cercados por escândalos de corrupção e que afetaram a popularidade de seu partido por anos. Gonzalez se recusou a dar detalhes da conversa. "Foi maravilhoso", insistia.

Nesta quinta, Lula recebe um prêmio do governo catalão, em um evento marcado para a noite de hoje. Além do encontro com Gonzalez, Lula ainda pediu um encontro com sindicalistas e os recomendou aos que "resistam" e que "não se rendam" diante das políticas de governos europeus de promoção de cortes de investimentos sociais, de salários e de direitos trabalhistas.

Lula, segundo eles, deu apoio às manifestações que tomam conta da Espanha e os sugeriram de ampliar o movimento para "uma dimensão global". "Lula nos sugeriu de formar alianças entre sindicatos de toda a Europa e mesmo alianças globais para pressionar governos e o G-20", explicou José Maria Alvarez, da UGT, após o encontro com o ex-presidente.

Numa conversa de 40 minutos pedida pelo brasileiro, os sindicalistas apresentaram dados sobre a crise espanhola e como o impacto está ocorrendo entre trabalhadores. "Lula ficou surpreendido com os números", disse Alvarez.

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