Lula evita a imprensa no primeiro dia de visita na Espanha

Presidente passeia pelas ruas de Toledo e tem almoço particular com o primeiro-ministro José Luis Zapatero

Lisandra Paraguassú, enviada especial,

15 Setembro 2007 | 11h38

Em seu primeiro dia na Espanha, o presidente Luiz Inácio da Silva fugiu da imprensa para passear em Toledo, cidade histórica a cerca de 60 quilômetros de Madri. Na visita deste sábado, 15, de cerca de uma hora, o presidente andou pelas ruas da cidade, visitou a catedral, construída em 1226, e a igreja de São Tomé - antes de encontrar-se o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, para um almoço particular.    Lula se recusa a responder sobre Renan e critica pergunta do Estado  Pnad aponta que renda do trabalhador sobe 7,2% em 2006, melhor resultado em 11 anos   O almoço com Zapatero estava previsto na agenda do presidente, mas os repórteres foram informados de que seria privado e não poderiam ter acesso à fazenda de Quintos de Mora, a casa de campo do governo espanhol onde aconteceria o encontro, e nem mesmo à entrada do local. O transporte foi liberado apenas aos fotógrafos e cinegrafistas, que também não foram informados do passeio turístico do presidente e foram levados diretamente para a fazenda.   Enquanto repórteres não conseguiam chegar a Toledo e não tinham nenhuma informação sobre a agenda do presidente, os fotógrafos ficavam presos pelo cerimonial na fazenda, para onde foram levados apenas para fazer o início do encontro e os cumprimentos entre Lula e Zapatero. Já o presidente foi levado de trem para a cidade para visitar alguns pontos turísticos, acompanhado de dona Marisa.   Aparentando bom humor, depois da irritação que demonstrou no dia anterior, ainda na Noruega, o presidente deixou o hotel Westin Palace, onde está hospedado, no final da manhã deste sábado. Prometeu conversar com os jornalistas brasileiros no final da tarde e comentou que iria almoçar com Zapatero.   Entrevista   Antes disso, Lula concedeu cerca de 50 minutos de entrevista ao jornal El Pais, o maior jornal diário da Espanha. Falou de economia, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que pretende apresentar aos empresários espanhóis e reclamou da imprensa. Ao comentar reportagem do Estado deste sábado sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) com dados positivos para o Brasil, ouviu do repórter que esse era um indício positivo, de que nem sempre os jornais apenas criticavam.   A resposta foi que essa seria uma ocasião rara, já que o Estado teria uma linha editorial mais próxima ao ABC, jornal espanhol mais identificado com a política de direita. O comentário de um dos assessores que acompanham o presidente foi que, "infelizmente" e "ao contrário dos jornais espanhóis", que teriam várias posições políticas, todas as publicações brasileiras seriam iguais - de direita - e contrárias ao governo Lula.

Mais conteúdo sobre:
LulaPAC

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.