Lula estuda nova visita a petistas no ABC

Em comício, presidente afirma que vai tentar voltar à região no sábado

Joaquim Alessi, SÃO BERNARDO DO CAMPO, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2008 | 00h00

Entusiasmado com a possibilidade de o PT voltar a ter a maioria dos prefeitos nas sete cidades do ABC paulista, berço do partido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu duro nos adversários ontem, em São Bernardo do Campo, durante comício do candidato Luiz Marinho e anunciou no palanque a disposição de adequar sua agenda para "fazer um almoço, no sábado (véspera do primeiro turno), com todos os candidatos (petistas) a prefeito da região".O PT elegeu cinco dos sete prefeitos do ABC em 2000, quando Lula ainda não era presidente, mas em 2004 elegeu apenas dois (Santo André e Diadema). Agora, todas as pesquisas de intenção de voto apontam candidatos petistas à frente em Santo André (Vanderlei Siraque), São Bernardo (Luiz Marinho), Diadema (Mário Reali) e Mauá (Oswaldo Dias).O PT só não tem chances de vencer em São Caetano do Sul, onde o atual prefeito, José Auricchio Júnior (PTB), aparece muito à frente dos concorrentes (72%, segundo o Ibope). O partido também vai mal em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, onde, respectivamente, os atuais prefeitos, Clóvis Volpi (PV) e Adler Kiko Teixeira (PSDB), lideram com folga. Nessas três cidades não há segundo turno porque têm menos de 200 mil eleitores."Temos de matar no primeiro turno", bradou Lula, no palanque, ontem, em São Bernardo, ao lembrar aos militantes que "faltam três ou quatro pontos" para Marinho obter mais de 50% dos votos válidos. E o presidente não poupou o prefeito William Dib (PSB), que apóia o candidato do PSDB, deputado estadual Orlando Morando. "Esta cidade poderia estar muito melhor se o prefeito tivesse dignidade de não olhar os partidos. Quando fizemos o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), chamei os 27 governadores, de todos os partidos, e os prefeitos das regiões metropolitanas. O daqui não foi. O daqui não apresentou projeto, e sem projeto não tem verba."Lula também pôs em xeque a idoneidade de Morando, mesmo sem citar o nome do candidato. "Eu posso dizer para vocês que a gente vota naquela pessoa para a qual a gente é capaz de emprestar o carro novo da gente para ela sair no final de semana, ou que a gente pode deixar um cheque em branco assinado com ele. No outro, mesmo que não esteja assinado, corre risco. Mas nesse a gente tem certeza porque eu conheço o companheiro Marinho há 30 anos."Lula brincou até com o senador Eduardo Suplicy. "Eduardo, acabou a era de os economistas mandarem no País; agora é a vez dos engenheiros", disse. O presidente disse que é preciso controlar a inflação porque quem "paga a conta é o povo que vai comprar o que comer".

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