Lula: 'Estão torcendo para a inflação voltar'

Em evento da UNE em Goiás, ex-presidente negou ter deixado 'herança maldita' para Dilma e disse que oposição 'não está acostumada a ver progresso'

Rubens Santos, da Agência Estado

14 de julho de 2011 | 18h29

GOIÂNIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 14, o modelo de crescimento econômico que adotou no seu governo (2003-20010), no 52º Congresso da União nacional dos Estudantes da UNE, em Goiânia (GO). "Estão torcendo para inflação voltar", disse o ex-presidente, que negou ter deixado uma "herança maldita" para sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

 

Para Lula, seu governo deixou uma "herança bendita". Até citou programas de governo como o Prouni, o PAC com investimentos no valor de R$ 965 bilhões, além do Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, todos teriam resultado em desenvolvimento ao País. "Chegou a se falar em herança maldita", disse. "É que eles não reconhecem que o povo não quer mais intermediário entre eles e a informação", afirmou. "Mas o Brasil vai continuar crescendo, e a inflação controlada."

 

O presidente disse, durante as conferências que faz pelo mundo, as pessoas ficam impressionadas coom os números da redução da desigualdade no Brasil. "Por onde passo, as pessoas querem saber: o que vocês fizeram que o Brasil está dando certo", comentou Lula. Ele contabilizou que o Brasil saiu de um total de 113 mil alunos nas universidades, no começo de seu governo, para 227 mil alunos atuais.

 

O Brasil "elevou 39 milhões de brasileiros à classe média e tirou 28 milhões da extrema pobreza", afirmou. Lula voltou a dizer que os questionamentos a seu governo tem origem em preconceitos de classe: "Os que governam para um terço da população estão incomodados em ver os pobres andando de avião", criticou. "Tem gente que se incomoda vendo pobre andando de carro novo porque eles adoram ver um pobre andando de Brasília ou de Chevette com o para-choque arrastando." "Essa gente não está acostumada a ver um progresso", acrescentou o ex-presidente.

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