Lula está com publicidade de 24 horas na TV, diz Alckmin

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse estar feliz com a diferença de 9 pontos porcentuais que ainda mantém sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto do Estado de São Paulo, mesmo após esta margem se reduzir pela metade, segundo pesquisa do Ibope divulgada ontem. Alckmin atribuiu o crescimento do adversário às constantes aparições do presidente Lula na mídia, especialmente na televisão."Estou feliz porque são 2,5 milhões de votos à frente do presidente e mais de 4 milhões de votos no segundo turno. Na hora que nós tivermos um equilíbrio da mídia, isso vai aumentar", disse Alckmin, que salientou: "Estou praticamente fora da mídia há mais de um mês e o presidente está com uma campanha publicitária, jamais vista, 24 horas na televisão."Já o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que a redução da diferença entre Lula e Alckmin em São Paulo está dentro da margem de erro e que não preocupa o seu partido na praticamente certa aliança entre as duas legendas.PMDBAlckmin disse ainda que, se depender do seu partido, o PMDB estará junto na campanha eleitoral, "numa aliança para servir o Brasil e implementar um conjunto de reformas ambiciosas". Alckmin reiterou as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente às políticas fiscal e monetária.Ainda sobre o PMDB, Alckmin citou que o partido tem uma pré-convenção marcada para os próximos dias e disse torcer pela saúde do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que está em greve de fome há quatro dias. "Quero que ele encerre logo isso com saúde", disse o ex-governador paulista.Já o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, afirmou que o PSDB pretende ampliar as conversar com o PMDB, bem como com outros partidos, como PDT e PPS. "Temos de respeitar o tempo do PMDB e conversar com o partido. Talvez não com esse alarde do PT", disse Aécio, numa referência à oferta, feita ontem pelo PT ao PMDB, de vaga de vice na chapa que vai concorrer à Presidência da República."Cheiro de mensalão"Já o senador Jorge Bornhausen, disse que a oferta feita pelo PT ao PMDB faz parte de jogo político, no qual o presidente Lula é candidato à reeleição. "Ele finge não ser e utiliza-se da máquina do governo indecorosamente e ilegalmente, mas tem direito de procurar alianças", afirmou. "Eu acho difícil ele concretizá-las, pois ninguém está querendo pegar esse cheiro de mensalão", concluiu.

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