Lula espera que 2010 seja melhor que 2009, diz Padilha

Durou cerca quatro horas a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o seu ministério na Granja do Torto, em Brasília. Segundo relato do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente voltou a pedir empenho da equipe, especialmente aos ex-secretários executivos que passaram a ser ministros com a saída dos titulares para disputar as eleições em outubro. Segundo ele, Lula contou esperar que 2010 seja melhor que 2009.

LEONÊNCIO NOSSA E GERUSA MARQUES, Agência Estado

05 de abril de 2010 | 14h00

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou, em sua exposição, que a liberação de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos dois primeiros meses deste ano foi superior ao montante registrado em janeiro e fevereiro do ano passado, e que as reservas do País estão em US$ 240 bilhões.

Lula pediu aos ministros que mantenham o ritmo de execução das obras do governo, mesmo nesses meses que antecedem as eleições. Segundo Padilha, o presidente deixou claro que os novos ministros não devem fazer nada de novo e sim dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos em cada pasta. "Todos os ministros conhecem as prioridades de seus ministérios. O fundamental é executar aquilo que nós já temos", disse Padilha, após o encontro.

Eleição

Padilha contou que o presidente brincou com os novos ministros afirmando que eles terão que trabalhar em dobro e ressaltou que nove meses de mandato é tempo suficiente para se fazer muito. Na primeira parte da reunião, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams fez uma exposição sobre a legislação eleitoral.

Padilha lembrou que esta não é a primeira eleição que o governo Lula enfrenta. Em dois mandatos já houve duas eleições municipais e uma geral, em 2006, quando o presidente foi reeleito. "Sabemos bem o que é cumprir a Lei Eleitoral", disse. Mesmo assim, admitiu, a Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais, editada pela Advocacia-Geral da União (AGU), vai auxiliar o governo no cumprimento da lei.

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