Lula envia Amorim à Síria para convidar presidente a visitar o Brasil

Em Amã, chanceler disse ainda que Brasil recebeu o apoio da Jordânia para ser um mediador da paz na região.

Tarik Saleh, BBC

18 de março de 2010 | 11h42

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, viajou nesta quinta-feira à Damasco, capital da Síria, para levar um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao colega sírio Bashar Assad.

"O presidente me pediu que eu fizesse esta viagem para estender um convite ao presidente da Síria para que visite o Brasil por entendermos que é um país amigo e importante para a região", disse Amorim.

Segundo ele, o Brasil considera que a Síria tem um papel fundamental na resolução das disputas no Oriente Médio.

"Nós queremos saber dos sírios como o Brasil pode ajudar no processo de paz na região e ouvir deles suas ideias".

Os sírios reivindicam a devolução das Colinas de Golã, localizadas na divisa entre Síria e Israel, que foram conquistadas pelos israelenses durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"A Síria tem um interesse em uma solução de paz, pois além de reivindicar a devolução das Colinas de Golã, possui um grande número de refugiados palestinos em seu território", enfatizou Amorim.

Mas o ministro não quis detalhar quais outras mensagens seriam dirigidas às autoridades sírias.

"É uma questão de protocolo, são palavras que só podem ser ditas a eles".

Balanço

O ministro também qualificou a última escala do presidente Lula à Jordânia como muito significativa.

"Por ser um país de peso dentro da política do Oriente Médio, foi muito importante para o Brasil ganhar o apoio jordaniano para ingressar como mediador na região", falou Amorim.

O Brasil, de acordo com o ministro, recebeu o apoio jordaniano para que participe de futuras conversas de paz que envolvam árabes e israelenses.

"A relação natural da Jordânia com a questão palestina faz do país uma voz ativa para convidar outros países na mesa de negociações", explicou.

O chanceler brasileiro também enfatizou as boas conversas que Lula teve com o rei jordaniano Abdullah II, e o primeiro-ministro, Samir Rifai, para aumentar os laços econômicos entre os dois países.

"Há grandes possibilidades de expansão de negócios em setores como energia, agropecuária, mineração e tecnologia".

A Jordânia, segundo o ministro, pretende construir um audacioso canal de irrigação do Mar Vermelho ao Mar Morto, e tem interesse na participação brasileira no projeto.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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