Lula encontra Renan Calheiros para discutir CPI da Petrobras

Governo avisa que não vai aumentar espaço do PMDB na diretoria da estatal em troca de maior empenho na CPI

Rosana de Cassia, de O Estado de S. Paulo,

25 de maio de 2009 | 10h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira, 25, com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, para discutir a composição da CPI da Petrobras. Pouco antes, Lula recebeu o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli. O governo avisa que não vai aumentar o espaço do PMDB na diretoria da Petrobras em troca de maior empenho do partido na CPI que investiga a estatal nem articulará um "plano B" para substituir a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010, segundo reportagem  de Vera Rosa, na edição desta segunda do Estado.

 

O vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF) e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima também estão na CCBB.

 

Veja também:

especial Especial: o que será apurado pela CPI da Petrobras

 

Aborrecido com a onda de boatos que tomou conta de Brasília nessas duas frentes, enquanto estava em viagem internacional, Lula conversou no último domingo com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e disse que não admitirá "faca no pescoço". Além da pressão do PMDB por cargos, a maior dificuldade do Planalto, no momento, está em segurar o conflito na base aliada, que não se entende nem mesmo sobre quem indicar para o comando da CPI. É péssima a relação no Senado entre os líderes do PT, Aloizio Mercadante (SP), e do PMDB, Renan Calheiros (AL), e até agora o governo não conseguiu chegar a um acordo sobre estratégias de atuação para se defender do bombardeio adversário.

 

Renan indicou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), para a relatoria da CPI e quer ceder a presidência para a oposição, nomeando Antonio Carlos Magalhães Jr. (DEM-BA). Na prática, o senador alagoano faz de tudo para impedir Mercadante de comandar a comissão e o impasse persiste porque os petistas resistem a entregar a vaga para ACM Jr.

 

 

Texto atualizado às 14 horas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.