Lula empossa Lobão em Minas e Energia e descarta apagão

Senador chega ao cargo por indicação de José Sarney e cede o mandato a seu filho, envolto em suspeitas

21 de janeiro de 2008 | 17h09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta segunda-feira, 21 o novo ministro de Minas e Energia,  Edison Lobão (PMDB-MA).  Na cerimônia no Palácio do Planalto, Lula lembrou que a posse acontece em meio a notícias de um novo "apagão elétrico", mas descartou o risco e disse tambem que, apesar de não ser técnico, Lobão fará um bom ministério.      Veja Também:  Presidente da Eletrobrás será substituído, diz Lobão após posse   "Lobão tome posse no momento em que há notícias do apagão elétrico. Lobão terá oportunidade de comparar alguns pessimistas que vendem diariamente que faltará energia. Duas hipóteses: ou não querem que as coisas aconteçam neste País ou querem que o preço suba. O trabalho do governo é cumprir com aquilo que tem que fazer e dotar o Brasil de um bem extraordinário sem o qual não conseguiríamos qualquer brasileiro a fazer investimento no País. O presidente disse também considerar o momento de Lobão em Minas e Energia "auspicioso" e que tem certeza de que  o ministro exercerá a pasta com "grandeza". "Estou convencido de que você exercerá sua pasta com grandeza de sua carreira e vai desmontar uma série de preconceitos neste país. Eu não podia ser presidente, porque era metalúrgico. Você, porque não era técnico. Você ouvirá poucas e boas por aí também".  Lula disse também que Lobão toma posse em um "dia especial no dia energético brasileiro". "Hoje eu tive a felicidade de ter uma demonstração do que a ministra Dilma vai apresentar amanhã à imprensa do PAC. E penso em algum momento, Múcio (José ministro das Relações Institucionais), que seria importante que os conseguíssemos juntar deputados e senadores para que pudéssemos dar uma dimensão do que está acontecendo no Brasil".  O presidente agradeceu ao ministro interino Nelson Hubner e disse que o governo estará sempre de "portas abertas".  'Surpresa' Lula disse que o novo ministro , terá uma "surpresa extraordinária" quando tiver acesso às informações sobre todas as obras de energia que estão sendo construídas no país, sejam as hidrelétricas, termoelétricas ou mesmo as linhas de transmissão.  Ele comentou, no discurso de posse de Lobão, que a falta das linhas de transmissão foi uma das razões por que o "apagão de 2001 foi mais forte"."Agora, praticamente está tudo (o País) interligado", disse.  Lula relatou ao novo ministro os diversos aspectos da nova função e passou informações sobre as novas formas de produzir energia, como por meio da biomassa, eólica. "São experiências bem sucedidas e podem oferecer mais energia", acrescentou.  Suplente      Com o novo cargo,  Lobão cede o mandato de senador ao filho Edison Lobão Filho, envolto numa série de suspeitas, a principal delas a de que teria supostamente usado "laranjas" numa empresa, com o objetivo de sonegar Imposto de Renda.     Nomeações Na semana passada, Lobão anunciou que o atual secretário de Planejamento Energético do ministério, Márcio Zimmermann, será seu secretário-executivo. A primeira escolha de Lobão foi, assim, uma imposição de Dilma. O futuro ministro disse também que ainda não definiu qual cargo poderá vir a ser ocupado pelo ex-prefeito de São Paulo e atual tesoureiro do PMDB paulista, Miguel Colasuonno, que também era cotado para a secretaria-executiva. Além do Ministério de Minas e Energia, o PMDB comanda os ministérios da Integração Nacional, entregue ao deputado Geddel Vieira Lima (BA), Agricultura (Reinhold Stephanes), Saúde (José Gomes Temporão) e Comunicações (Hélio Costa).

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