Lula elogia Exército por não "esmorecer" diante das dificuldades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou hoje o Exército por não esmorecer "diante de circunstâncias adversas" e agradeceu o apoio dos militares a programas sociais como o Fome Zero. Vestindo terno verde-oliva e acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, ele participou da comemoração antecipada do Dia do Exército, no Quartel-General, em Brasília. Numa solenidade sem discursos, a mensagem do presidente foi lida por uma locutora. Ciente da falta de investimentos e do orçamento minguado para o setor, Lula não poupou elogios e agradeceu o "esforço e o entusiasmo, sem esmorecimento diante de circunstâncias adversas, para buscar a construção de um futuro digno e forte". Na ordem do dia, também lida por um locutor, o comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, fez menção às "dificuldades conjunturais", reafirmando que se tratam de desafios a ser enfrentados com "disciplina consciente e respeito". De vítima da truculência fardada na época da ditadura a chefe supremo das Forças Armadas, Lula acompanha as divergências dentro do governo sobre um tema especialmente caro aos militares: o sistema de aposentadorias e pensões da corporação, que será objeto da reforma da Previdência. De um lado, o ministro da Defesa, José Viegas Filho, defende um sistema diferenciado para a categoria, enquanto a proposta preparada pelo ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, prevê aumento das contribuições. Lula já se comprometeu a garantir recursos pelo menos para que os 69 mil recrutas possam completar o serviço militar obrigatório até o fim do ano - em julho, mais 4.500 devem ingressar na Força. Assim, o governo evitaria o fiasco do ano passado, quando 44 mil recrutas tiveram de ser dispensados antes do tempo por motivo de economia. Dos R$ 4,6 bilhões previstos no orçamento do Ministério da Defesa para custeio e investimento em 2003, apenas R$ 3,2 bilhões estão disponíveis. Considerando os gastos com pessoal e pagamento de empréstimos, a pasta conta com R$ 28 bilhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.