Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

"Lula é nosso referencial de luta", diz líder do MST

O coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, disse neste domingo, em Rosana, no Pontal do Paranapanema, interior paulista, que os sem-terra seguem o exemplo dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando era líder sindical na organização das greves de metalúrgicos.Segundo ele, o presidente jamais se manifestou contra as invasões de fazendas porque também fazia a invasão de fábricas. "Temos o Lula como nosso referencial de luta, pois aprendemos com ele a organizar o povo e lutar." De acordo com Rodrigues, as invasões são uma forma de enfrentar o latifúndio, que ele considera prejudicial ao País. "Seria o mesmo que ser contra a greve, mas foi o Lula que nos ensinou a fazer greve no ABC."Rodrigues participou da 7ª Romaria da Terra e das Águas do Estado de São Paulo, que reuniu cerca de 3,5 mil pessoas em Rosana. O evento, organizado pela Igreja Católica e pelo MST, teve a presença de bispos d. Maurício Grotto, de Assis, e d. José Maria Libório Sarachio, de Presidente Prudente, e serviu para manifestações contra o latifúndio e a favor da reforma agrária.Considerado um dos principais líderes do MST no País, Rodrigues cobrou do presidente uma posição mais explícita em defesa das invasões como forma de luta contra a concentração de terras. "A ocupação não atinge o governo, mas o latifúndio. Se o Lula é contra a ocupação, é a favor do latifúndio."Rodrigues defendeu o líder nacional do MST, João Pedro Stédile, acusado de incentivar a guerra dos sem-terra contra os fazendeiros. "O Stédile sempre falou daquela maneira e está sendo o bode expiatório das elites que querem atacar o governo." Segundo ele, o líder não quis incentivar a violência. "A natureza da reforma agrária é o conflito, mas não a violência."Durante as celebrações, d. Maurício Grotto disse que a ocupação das terras devolutas e improdutivas não fere o estado de direito democrático, nem constitui violência. "Ocupação organizada e cruelmente violenta é o roubo do dinheiro público, feita por políticos inescrupulosos." Para ele, "o MST é bem-visto no mundo todo porque denuncia a insustentável concentração de terras nas mãos de poucos."O movimento fretou cerca de 40 ônibus para transportar acampados e assentados. Segundo os líderes, a CUT e prefeituras deram apoio. O tema do encontro, "Terra, Vida, Pão e Água, por um Brasil sem miséria", foi encenado à margem do lago da usina hidrelétrica de Rosana, no rio Paranapanema. Uma das encenações representou a luta contra o latifúndio e terminou com o rompimento das cercas.

Agencia Estado,

27 de julho de 2003 | 17h44

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.