Lula e ministros participam do casamento da filha de Dilma

Elite política e boa parte do PIB, em Porto Alegre, devem participar do casamento da única filha da ministra

Da Redação,

18 de abril de 2008 | 11h57

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa na noite desta sexta-feira, em Porto Alegre, do casamento da procuradora do Trabalho Paula Rousseff Araújo, 32, filha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela vai se casar com o administrador de empresas Rafael Covolo. A elite política e boa parte do Produto Interno Bruto (PIB), em Porto Alegre (RS), devem participar da festa de casamento da única filha de Dilma. São esperados 600 convidados. Ministros e governadores, ávidos por demonstrar solidariedade à ministra, alvo predileto da oposição, que a acusa de montar um dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique, estarão presentes. Um dia depois do casamento da filha, Dilma embarcará para Seul, na Coréia, onde permanecerá menos de 48 horas. Na pauta, o trem de alta velocidade que ligará o Rio a São Paulo. De lá ela seguirá para Tóquio e Kyoto, no Japão. Em seus quatro dias de visita, terá várias reuniões com executivos para tratar da reciprocidade de negócios, depois que o Brasil optou pelo modelo japonês de TV digital. Levará ainda na bagagem projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de biocombustíveis. A "agenda positiva" de Dilma pode esfriar a temperatura da crise, principalmente neste momento em que o Planalto tenta derrubar sua convocação para depor sobre o dossiê na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.  Na semana que se inicia no dia 27, Dilma já estará em Washington para encontros com presidentes de companhias norte-americanas. O esforço do Planalto é para mostrar que, enquanto a Polícia Federal investiga o vazamento de informações sigilosas da Casa Civil, a ministra trabalha como gerente do governo e coordenadora do PAC, abordando assuntos "edificantes". Cerco A ordem do governo é ganhar tempo para enfrentar "o vento da calúnia e a maré das intrigas", como definiu na quinta-feira o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), anfitrião de Lula e Dilma, que estiveram na capital mineira para inaugurar mais um lote de obras do PAC. Os aliados avaliam que a estratégia já começou a produzir resultado. Motivo: apesar do cerco da oposição e do fogo amigo do PT sobre a ministra - a preferida de Lula para sua própria sucessão em 2010 -, ela já exibe índices que variam de 8% a 10% das intenções de voto, em cidades do Nordeste, segundo pesquisa encomendada pelo PSDB. Enquanto Dilma estiver no exterior, deputados e senadores governistas seguirão o roteiro combinado com o Planalto para não mexer no vespeiro da produção do dossiê: bater na tecla de que todas as explicações cabem ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), suposto responsável pela divulgação dos dados sigilosos

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