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Lula e Marta atacam adversários de Haddad

No dia em que declarações atribuídas ao empresário Marcos Valério jogaram mais combustível no escândalo do mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu ignorar a polêmica e centrar fogo nos adversários do PT em São Paulo. Nos dois primeiros comícios nos quais dividiu o palco com o candidato do partido, Fernando Haddad, e também com a ex-prefeita e hoje ministra Marta Suplicy (Cultura) - um em Capão Redondo e outro na Cidade Dutra, ambos na zona sul -, o ex-presidente adotou discurso agressivo contra o líder das pesquisas eleitorais, Celso Russomanno (PRB), sem deixar de lado, porém, o candidato tucano José Serra. A mesma estratégia foi seguida por Marta.

AE, Agência Estado

16 de setembro de 2012 | 09h13

Diante da estratégia traçada pela campanha de Haddad, que pediu para Lula se preservar após a publicação de reportagem da revista Veja em que Valério teria apontado o ex-presidente como "chefe do mensalão", Marta tomou para si a tarefa de fazer as críticas mais contundentes aos rivais de Haddad. Em ambos os comícios, chamou Russomanno de "lobo em pele de cordeiro" e "pilantra" que usa a boa-fé do povo para fazer negócios.

Na Cidade Dutra, Lula deixou a discrição de lado para também atacar Russomanno: "Vocês já viram raposa, quando quer pegar uma galinha? Ela não late, não faz barulho, vai sorrateiramente. E vocês veem gente na televisão, todo calminho, dizendo que vai cuidar de vocês. Este País tem 500 anos, há 500 anos que a gente é enganado."

Serra

O tucano não escapou das críticas de Lula. Em Capão Redondo, disse a cerca de 4 mil pessoas que Serra "está muito agressivo e pode morrer de enfarte". Embora não tenha mencionado o nome de Serra, ninguém teve dúvida sobre a quem o ex-presidente se dirigia quando se referiu ao "cidadão que já foi prefeito, mas na primeira chuva de verão correu".

No comício seguinte, na Cidade Dutra, para cerca de mil pessoas, pediu para os eleitores "ficarem atentos às falsas promessas". No Capão Redondo, Lula disse que o PT é o único partido que ainda faz comícios na periferia. Já Haddad pediu aos petistas que não se deixem abater pelo "nervosismo" de Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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