Lula e Lagos defendem abertura de diálogo com Cuba

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Ricardo Lagos recomendaram hoje, em declaração conjunta, a abertura do diálogo do Grupo do Rio com Cuba e afirmaram a necessidade de ampliar politicamente e institucionalmente a relação do Chile com o Mercosul, sem expressar, contudo, a abertura comercial. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacou, após assinatura de memorandos de cooperação entre os dois países, a afinidade em relação a Cuba, afirmando que a imprensa brasileira teria se equivocado. Ele disse que durante reunião do grupo do Rio, realizada semana passada em Brasília, apenas três países se manifestaram contra a proposta de abertura do diálogo, mas não quis revelar quais foram.Durante declaração conjunta dos dois países e, em seguida, na visita aos presidentes da Câmara e do Senado, Lula destacou a identidade entre Chile e Brasil na busca da estabilidade política para o Haiti e reafirmou o apoio recebido de Lagos para que o Brasil participe, como membro permanente, do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Tanto no Palácio de La Moneda quanto no Congresso, o presidente Lula destacou o apoio do governo chileno à proposta brasileira de se criar um fundo mundial de combate à miséria e à pobreza, já encampado pela França, Espanha e Nações Unidas. "A fome è um problema político que precisa ser enfrentado, completou Celso Amorim. Nesse momento, Lula participa de almoço no Congresso e depois visita a Corte Suprema.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.