Lula e Cristina definem encontro para 'acelerar' decisões

Lista de assuntos entre presidentes é grande; data oficial da reunião ainda não foi estipulada

Ariel Palacios, de O Estado de S. Paulo,

18 de janeiro de 2008 | 11h05

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández de Kirchner se reunirão na capital argentina no final de fevereiro ou no início de março. A idéia, tal como havia ficado combinado durante a Cúpula do Mercosul em dezembro - em Montevidéu -, é realizar uma encontro semestral entre os líderes dos dois países, com a intenção de "acelerar" uma série de medidas e decisões bilaterais. A data exata do encontro Lula-Cristina ainda não foi definida. Segundo o jornal portenho La Nación, nas últimas semanas o governo brasileiro especulava realizar a reunião nos dias 3 ou 7 de março. Mas a proposta foi alterada para o dia 22 de fevereiro. O governo argentino envia nesta sexta-feira, 18, ao Rio de Janeiro representantes para discutir, além da data, o conteúdo da reunião presidencial. Segundo o La Nación, viajam para o Rio o vice-chanceler Roberto García Moritán e o Subsecretário de Política Latino-americana Agustín Colombo Sierra. A lista de assuntos entre os dois presidentes é grande, e inclui, entre outras coisas, o desenvolvimento de biocombustíveis, a crise energética e fabricação de aviões. Tudo indica que entre os principais tópicos estarão a construção da hidrelétrica de Garabi, um velho projeto de usina binacional sobre o rio Uruguai entre o Brasil e a Argentina que foi desengavetado por causa da crise energética. Ambos governos possuem interesse em acordar o projeto. Nos dois lados da fronteira existe o compromisso de realizar estudos para analisar se o empreendimento é factível. Outro ponto de discussão é a instalação da Embraer na antiga fábrica de aviões militares de Córdoba. A fábrica está atualmente sob a administração da empresa americana Lockheed, mas Cristina Kirchner possui especial interesse na associação com a Embraer e assim, deslocar a atual concessionária. No discurso de lançamento de sua candidatura, em julho passado, Cristina citou a Embraer como uma empresa exemplar. Os dois governos querem também analisar a construção de mais uma ponte entre o Brasil e a Argentina.

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