Lula é citado cinco vezes no discurso de posse de Dilma

A presidente eleita Dilma Rousseff citou cinco vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu discurso de posse, no Congresso Nacional, prometendo "consolidar a obra transformadora" dele. "A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós", afirmou Dilma. "Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história", completou.

CAROL PIRES, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 16h10

Dilma iniciou seu discurso reforçando sua condição de primeira mulher presidente do Brasil. Disse que não usará o cargo para enaltecer a própria biografia, e sim para "glorificar a vida de cada mulher brasileira". "Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, ser presidenta. E para que, no dia de hoje, todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher."

Ao longo do discurso, Dilma relembrou as conquistas sociais do governo Lula, como as milhões de famílias retiradas da miséria e outros milhões de brasileiros que foram levados à classe média. "Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados, nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa."

A presidente defendeu ainda a liberdade de imprensa ao citar frase que já havia dito ao longo da campanha eleitoral: "Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras", disse. "Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos".

Quase ao fim do pronunciamento, Dilma deu um recado para a oposição: "Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e às parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio. A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos", afirmou ela, emocionada.

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