Lula e Ciro influenciam eleição em Fortaleza, atesta pesquisa

O apoio do presidente Luiz InácioLula da Silva e do deputado federal e presidenciável Ciro Gomespode render votos decisivos às candidaturas à prefeitura deFortaleza. Lula e Ciro, e ainda o governador do Ceará, Cid Gomes, sãoapontados como os maiores eleitores na capital do Estadosegundo a última pesquisa divulgada pelo Datafolha. Na sondagem de opinião, Ciro e Lula aparecem tecnicamenteempatados na capacidade de influir na escolha do voto. Doseleitores consultados, 38 por cento dizem que o apoio doex-governador Ciro Gomes poderia levá-los a votar em umcandidato, enquanto 36 por cento dos eleitores afirmam quevotariam no candidato do presidente Lula. Por outro lado, 12 por cento afirmam que não votariam em umcandidato indicado por Lula e 15 por cento no indicado porCiro. Irmão de Ciro, o governador do Ceará Cid Gomesinfluenciaria 31 por cento dos eleitores, contra 15 por centodos que não votariam em nome apoiado por ele. Enquanto Cid Gomes está no palanque eleitoral de LuizianneLins (PT), candidata à reeleição, Ciro reforça o apoio àsenadora Patricia Saboya (PDT). Lula, pelo menos no primeiroturno, estará fora dos palanques uma vez que tanto Patríciacomo Luizianne pertencem a partidos da base aliada do governo. Luizianne divide a liderança nas intenções de voto comMoroni Torgan (DEM), ambos com 30 por cento. Patricia Saboyaestá em terceiro lugar, com 22 por cento da preferência doeleitorado, diz o Datafolha. Outro líder citado na consulta do Datafolha foi o senadorTasso Jereissati (PSDB), que apóia Patricia Saboya e cujainfluência não agregaria voto. Dos entrevistados, 23 por centovotariam no candidato apoiado por Tasso, enquanto 28 por centodisseram que o apoio do senador tucano faria com que nãovotassem no candidato. Para o cientista político, Francisco Moreira Ribeiro, esteresultado confirma a rejeição histórica da população deFortaleza ao senador do PSDB. "Tradicionalmente Fortaleza nãovota em Tasso Jereissati, tanto assim que ele, mesmo governadordo Estado, nunca conseguiu eleger um prefeito na capital",afirmou. Moreira acha ainda que o apoio de Tasso pode criardificuldades para Patrícia Saboya. Outro aspecto que pode vir aser uma fragilidade para a candidatura de Saboya, na opinião docientista político, é o seu vínculo com Ciro Gomes. "Fortaleza sempre reagiu à possibilidade de ser gerida pelomesmo grupo político que detém a hegemonia do Estado", lembraele. Neste caso, o que poderia ser um apoio fundamental, pelaforça eleitoral de Ciro Gomes, que teve 700 mil votos paradeputado federal, sendo 200 mil na capital, pode ser mais umponto de rejeição. Outro dado interessante apresentado agora pela pesquisa doIbope, na segunda-feira (04/08), que apontou empate técnicoentre Moroni, Luizianne e Patrícia, diz respeito a chamadaexpectativa de vitória. Na consulta sobre quem vai ser o novo prefeito deFortaleza, a candidata petista, mesmo perdendo todas assimulações de segundo turno, é citada por 35 por cento doseleitores ouvidos. Moroni vem depois, com 24 por cento, ePatrícia, com 23 por cento. O Ibope apresentou correção da pesquisa divulgada na últimasegunda-feira sobre projeções de segundo turno. O institutoesclarece que números atribuídos a Luizianne e Moroni estavaminvertidos. Na informação correta, em segundo turno, Moroniteria 49 por cento das intenções de voto e Luizianne 40 porcento. (Edição de Mair Pena Neto)

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