Lula diz ser o presidente que mais investiu em educação

Presidente acusa gestões passadas de não terem feito sequer uma universidade durante todo mandato

Carmen Pompeu, da Agência Estado,

10 de setembro de 2009 | 15h02

"Saio da Presidência da República com a consciência de que sou o presidente que mais investiu em educação neste País", disse nesta quinta-feira, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à Rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza. Em um balanço sobre as ações do governo federal, Lula destacou o crescimento econômico e prometeu investimentos no Nordeste.

 

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Ao falar sobre educação, Lula disse não ter orgulho de ser o que mais investiu na área. "Teve presidente que ficou seis anos, cinco anos, quatro anos, oito anos e não fizeram(sic) uma Universidade", comentou. Lula aproveitou até para incentivar o radialista Paulo Oliveira, que não concluiu seu curso técnico, a terminar os estudos. "Se tivesse concluído, poderia virar presidente da República. Eu fiz o do SENAI e cá estou eu", brincou.

Crescimento

 

Contando com um crescimento de 5% em 2010, Lula prevê mais empregos no próximo ano. "Eu acho que vai ter emprego para todo mundo logo logo".

Lula afirmou que pretende vistoriar as obras de revitalização do Rio São Francisco com os governadores do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba assim que voltar de viagem dos Estados Unidos.

"Nós queremos continuar tratando o Sul e o Sudeste com o carinho que eles merecem, mas nós queremos priorizar investimento nas regiões Norte e Nordeste, que são as regiões que ficaram para trás."

 

Lula também alegou que não governa com a sabedoria do presidente. "Não é apenas a minha cabeça. É o meu coração. É o sentimento de mãe, de pai, ou seja, uma mãe pode ter 10 filhos. Ela pode gostar de todos iguais, mas aquele que está mais fragilizado é o que ela vai fazer mais dengo, é o que ela vai cuidar mais, é o que ela vai dar mais comida. Eu acho que o Nordeste é esse filho do Brasil que ficou esquecido. Precisamos trazer as coisas para o Nordeste para que ele fique igual ao restante do País", justificou.

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