Lula diz ser a pessoa que pode lutar para elevar o mínimo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que ele "é a pessoa que poderá lutar para aumentar o valor do salário mínimo no País". Segundo ele, o valor do salário mínimo é baixo porque sempre foi tratado sem atenção pelos governos anteriores. Lula disse que achou engraçado os discursos feitos pelos parlamentares durante a votação da medida provisória do salário mínimo, em que os senadores defendiam um aumento maior que os R$ 260 fixados pelo governo. "Logo aqueles que impediram que isso fosse feito nos últimos oito anos, afirmou, durante a solenidade de balanço dos 18 meses de seu governo que está sendo realizada no Salão Leste do Palácio do Planalto." O que temos que fazer é com que menos gente ganhe o salário mínimo no País e vamos trabalhar com carinho para aumentar o seu valor.O presidente disse ainda que o seu governo mudou a forma de se relacionar com os prefeitos. Lula citou o vice-presidente do PFL, o prefeito César Maia, do Rio de Janeiro, que em uma carta ao presidente afirmou que "em 12 anos a cidade do Rio de Janeiro nunca recebeu tantos recursos do governo federal". Sobre os 18 primeiros meses de seu governo, Lula disse que tem feito muito mais do que o tempo permite. Apesar disso, ele ressaltou que essas realizações ainda estão aquém dos compromissos históricos dele e do Partido dos Trabalhadores.Ele disse que a arte de governar é a arte de ter paciência. "Não nos é dado o direito de perder a paciência", afirmou. Lula respondeu as críticas segundo as quais o governo seria inexperiente. Ele disse que ocupam cargos nos ministérios três ex-governadores e sete ex-prefeitos, além de ex-ministros e ex-secretários de Estado. Lula faz um elogio ao vice-presidente José Alencar. Segundo ele, a participação do vice-presidente foi fundamental para que este governo ganhasse as eleições já que, de acordo com Lula, a vitória parecia "humanamente impossível". O presidente disse que aprendeu a admirar Alencar e declarou que a sua participação foi importante para conquistar a confiança do empresariado. Ele ainda elogiou os ministros.

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